14 Novembro 2009

MELQUIZEDEQUE: NÃO EVANGELIZE PROBLEMAS…

Quase tudo o que discutimos acerca da Verdade de Deus tem a ver com os temas das angustias dos judeus em relação aos discípulos de Jesus e dos discípulos em relação ao judaísmo; fosse porque alguns, sendo judeus, julgassem de tempo em tempo que a ruptura criada pelo Evangelho era radical demais; fosse porque grupos de judeus os perseguissem tentando dissuadi-los de continuarem no Caminho; fosse porque os temas dos judeus não tivessem saído de todo nem do mais liberto de todos os apóstolos, provavelmente Paulo.

Assim, por exemplo, a Epístola aos Hebreus, que para mim é uma peça de verdade/beleza extraordinária sob todos os aspectos, que nos propõe a Superioridade de Jesus sobre toda e qualquer Sombra/Religião ou meio humano de buscar Deus, que não seja por meio da fé em Jesus — viaja sobre o chão das questões dos Hebreus/Judeus [...]; e tão somente nos introduz ao tema de Melquizedeque, Rei de Justiça e Paz, em razão de que a questão judaica era: Como Jesus, não sendo da Tribo de Levi, pode ser Sumo-Sacerdote, com poderes divinos/legais de mudar as Leis, fazendo de Si Mesmo a Realização de tudo o que para os nossos antepassados era toda a vida e cultura deles?...

Então o escritor de Hebreus viaja sobre o chão da história dos Hebreus/Judeus, a fim de mostrar pelas Escrituras [que eram o material final de autenticação de qualquer revelação para eles] que a ordem Levítica nunca foi nada além de uma ordem sacerdotal relativa, de ofertas relativas, de cerimônias relativas; posto que a tribo de Levi fosse de descentes de Abraão, sendo, porém, que o próprio Patriarca, nos seus dias, reconheceu um Sacerdote/Rei, Melquizedeque, como sendo alguém que conhecia o mesmo Deus que ele conhecia; mas o próprio Abraão reconheceu que esse Alguém representava algo maior do que aquilo que, por Abraão, estava sendo instaurado na Terra.

Ou seja: o escritor de Hebreus nos diz que havia uma Ordem Sacerdotal em Melquizedeque, que transcendia Abraão, e que o Cristo [Messias] seria, de acordo com Davi, nos Salmos, Alguém que pertenceria à Ordem de Melquizedeque — realidade essa que, para os leitores originais da Epístola [todos Hebreus/Judeus], vinha carregada de um poder fundado na própria Escritura; que, para eles, tinha sentido bíblico e cultural; posto que aquilo que em Hebreus demanda uma Epístola, Pedro resumiu na casa de Cornélio [que não tinha questões “judaico/cristãs”], simplesmente dizendo que “em qualquer nação, qualquer um que tema a Deus e faça o que lhe seja agradável, esse é aceito; pois para com Deus não há acepção de pessoas”.

Eu só falo na Ordem de Melquizedeque para quem chega com questões judaico/cristãs... Ou seja: para os cristãos... Sim, pois fora os cristãos, excluindo hoje em dia boa parte dos judeus, ninguém na terra precisa saber de Melquizedeque, se Melquizedeque era apenas uma resposta do Evangelho a um “problema” oriundo das crenças judaicas...

Ou seja: Melquizedeque continua a ser a resposta do Evangelho contra o Cristianismo como arianismo salvacionista [como foi contra o judaísmo étnico, cultural e legal]; por cuja noção se passou a ensinar que quem não seja cristão está perdido [...]; ou já tenha nascido sem acesso ao Cristianismo porque Deus mesmo os fez nascer nas culturas e geografias inacessíveis.

Entretanto, se o nível da estupidez não for esse, creia, não falo da Ordem de Melquizedeque, mas apenas digo o que Pedro disse na casa de Cornélio, a saber: Que em qualquer povo, tribo, língua e nação, onde quer que haja corações que amem a paz, o amor, a justiça, a verdade e vivam com esperança e bondade, aí Deus está presente, mesmo que não se Lhe saiba o Nome; posto que para com Deus o que importa é a verdade do e no coração, e não a afirmação histórico/cultural do nome de Deus, posto que Deus não tenha que se explicar ao mundo em termos judaicos.

Jesus [e Sua Boa Nova] é o único Nome a ser falado pelos discípulos, e isso quando a vida já criou o significado do Evangelho para aqueles que porventura passem a ser os nossos ouvintes...

No mais, quanto mais limpo de “problemas” de natureza “judaico/cristã” ficar o Evangelho em nossa boca, melhor será para quem não tem tais problemas.

O “problema” do Cristianismo sempre foi, entre outras coisas, impor “problemas” onde tais “problemas” não existem como “questão”...

No dia que entendermos mesmo que Deus é amor, nesse dia o Evangelho fluirá de nós como Rio de Água Viva, sem nenhum tipo de judaísmo ou cristianismo a lhe poluírem os derramar das águas...

Deus não é amor segundo a Ordem de Melquizedeque, mas sim a Ordem de Melquizedeque é uma Ordem de Sacerdócio de amor universal apenas porque Deus é amor...

Sim, existe na Escritura judaico/cristã a alusão a tal Ordem [...] apenas para que a partir dela [da Escritura], e por causa deles [dos judeus e cristãos], se possa dizer ao mundo todo que Jesus é o Senhor de todos; e que fez e faz cobertura de pecados por todos; ou melhor: que o mundo todo está reconciliado com Deus por meio de Jesus; ou ainda: que Jesus garante que a morte ficou menor do que Sua Graça em favor de todos os homens...

É simples assim!...

Nele, que É,

Caio


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12 Novembro 2009

PORQUE O CAMINHO DA GRAÇA...

I Encontro do Caminho da Graça (Brasília) - Parte 3 from hugotheophilo on Vimeo.




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11 Novembro 2009

CONSTANTINO, LACTÂNCIO E O CRISTIANISMO IRREFORMÁVEL...

Depois da Era Apostólica Original, a comunidade mais ampla dos discípulos que permaneciam fiéis à Palavra dos Apóstolos já mortos, estava cansada...; e as coisas somente pioravam...

Já tinham passado por dez grandes perseguições gerais, muitas outras em regiões especificas, e infindas de natureza individual e pessoal.

Os Apóstolos haviam dito que “o tempo estava próximo”; mas eles próprios haviam partido e o Senhor não voltava...

Enquanto isto [...] não sabiam se ficavam nas cidades ou se buscavam refugio nos montes, covas, florestas, regiões distantes, em cidades subterrâneas, ou nos infindos túneis que cavaram [...], como ainda hoje se vê em muitos lugares, especialmente na Capadócia, na Turquia.

Aos olhos deles todas as predições de Jesus e dos Apóstolos estavam já cumpridas, pois, tudo o que tinham visto nos últimos 280 anos eram guerra e rumores de guerra, revoluções, terremotos, vulcões poderosos e devastadores, pragas, mortes em quantidade impensável, pestes chacinadoras, como nos dias do Imperador Décio; além de que não lhes faltaram [de Nero em diante] inúmeros candidatos perfeitos ao posto de Besta e de Anti-Cristo na Roma/Babilônia, na Grande Meretriz, na Cidade das Sete Colinas.

Entretanto, apesar de tudo, quanto mais sofriam, mais cresciam e se espalhavam; de modo que a perseguição sempre foi o maior espalhador das sementes do Evangelho pelo mundo, desde o tempo dos Imperadores Romanos.

Todavia, o Senhor não voltava...; as perseguições não cessavam; e nem o Império se convertia...

Foi nesse tempo de cansaço de esperança, porém de crescimento pela perseguição, que surgiu o Imperador Constantino.

O Império estava divido, enfraquecido, invadido, somente se impunha pela força dos mercenários e das expansões feitas pela brutalidade; enquanto Roma sucumbia à devassidão, à lassidão, à volúpia, a dês-humanização...

Do mesmo que o Império estava enfraquecido [...] seus deuses também estavam; posto que não impedissem as invasões bárbaras; nem as rebeliões de escravos; nem as revoltas das nações conquistadas; nem os terremotos, nem as pragas, nem os vulcões, nem dassem aos romanos nada que não fosse por eles tomado no saque que faziam às nações que submetiam..., ainda que nunca definitivamente...

O Senhor não voltava, mas Constantino aparecera... Aleluia!... Gritavam os crentes!

Metido na sua corte, como seu escriba, estava um cristão chamado Lactâncio. Foi Lactâncio o “profeta” de Constantino, sim, pois foi dele a interpretação de que o meteoro caído diante deles antes do ataque a Roma, para tomar o poder, era um sinal de Jesus de que Constantino era o “escolhido”, o “cristo da história”, o Imperador que, pela espada, imporia o Reino de Deus, ainda que a proposta fosse a de que o império romano de Constantino não teria fim, sendo uma espécie de “reino davídico dos cristãos” — o que se tornou realidade/engano pelo fato de que a Igreja Católica Apostólica Romana é a Roma de Constantino viva até aos dias de hoje...

Lactâncio teve um papel fundamental na construção do Constantino Décimo Terceiro Apóstolo de Jesus, o apóstolo imperador, o apóstolo da espada, o apóstolo das glórias terrenas e da Igreja Triunfante na Terra, não nos céus.

Foi de Lactâncio a inspiração de que o “tamanho da igreja e sua presença em todo o império”, seria de grande valor político para Constantino. Foi dele a idéia de colocar a chamada Cruz de Constantino como novo Emblema do Império, substituindo a Águia.

Também foi dele a idéia de fazer da fé em Jesus uma Religião Oficial no Império. Sim, o escriba Lactâncio foi um cristão cansado de ser perseguido, e que estava próximo demais do poder para não tentar influenciar em nome de Jesus...

Ora, Lactâncio começou apenas buscando mais tolerância para os cristãos [...], mas depois de um tempo suscitou no Imperador a certeza política de que o grupo dos escravos amantes de Jesus era a melhor base de apoio que ele poderia ter no Império, dado ao tamanho e à capilaridade da igreja dos discípulos de Jesus.

Foi dele também a idéia de que o Imperador agradaria aos cristãos construindo Basílicas nos lugares mais históricos para a fé dos cristãos...

Ele foi a peça fundamental também na construção dos elos entre o Imperador e os bispos das igrejas locais, ainda escondidas e intimidadas.

Da noite para o dia os bispos viravam eminências pardas.

Depois Constantino aprendeu a andar com as próprias pernas, manobrando os bispos na medida em que lhes dava poder...

Foi por tal poder que o antigo crescimento dos cristãos se perdeu, virando inchaço e adesão... Logo surgiram os sincretismos... A seguir a bruxaria tomou conta em nome de Jesus, de um lado; e, de outro lado, surgiram os eruditos oficiais dos ditos de Deus, os teólogos; tudo sob o patrocínio do Imperador.

Constantino continuou matando e sendo inclemente com muitos... Foi ele quem primeiro invocou em “nome de Jesus” o principio diabólico da guerra santa e da igreja de espada na mão.

As raízes do Cristianismo Constantiniano [aliás, o único Cristianismo, posto que Jesus nunca tenha fundado nenhuma religião ou Cristianismo] — determinam até hoje quase tudo aquilo que a “igreja” chama de “Deus”, de “Jesus”, de “Igreja”, de “Doutrina”, de “Poder”, de “Estado”, de “Direito”, de “Ciência Teológica”; e está presente em todas as formas de governo e disciplina na “Igreja”.

Ora, como Jesus não voltara, mas Constantino aparecera como um ladrão de noite, os crentes logo celebraram a vitória de Constantino como uma manifestação da vinda do Senhor de forma diferente; como reino glorioso feito pelo poder de um império de trevas...

Em menos de trinta anos um grupo de milhões de discípulos de Jesus, que viviam de modo singelo e hebreu no caminhar, se tornou o poder dominante de um Império, do maior de todos os Impérios, do Império Romano; e, assim, sem pestanejar, reinterpretaram Jesus e a Sua vinda; e celebraram o reino de Deus nas garras da Meretriz Oportunista, que agora apenas dava aos famintos a chance de transformarem pedras em pães, de pularem do Pináculo do Templo com a escolta de anjos imperiais, em troca de darem apenas apoio político ao Imperador, enquanto eles, a agora não mais Igreja, mas apenas “igreja” [...], ganhavam todos os reinos deste mundo...

Praticamente ninguém mais conseguiu ser cristão sem levar alguma marca da Besta Constantiniana; sim, seja nos temas da vida; na idéia acerca de quem é Deus; ou acerca da Trindade [esquartejada em Nicéia]; ou da noção de influencia do Reino de Deus neste mundo; ou de guerra santa e justa; ou de evangelização; ou de teologia; ou de credo; ou de modo de governo; ou de importância humana e histórica; e de um monte de outras coisas... — que não nos tenham vindo como herança de Constantino; e que influenciaram toda a “Cristandade”; e que deram forma ao Cristianismo, que fizeram uma Dieta no Protestantismo, mas que nele não perderam o DNA; e que hoje estão revividas com todas as forças entre os Evangélicos, todos eles, mas especialmente entre os Neo-Pentecostais.

Hoje Constantino tem no Brasil a cara de um Macedino!...

Constantino é o Pai do Cristianismo!...

O Católico, ou Universal em Constantino, não são termos que têm o sentido da catolicidade e da universalidade do espírito de tais termos conforme o espírito do Evangelho.

Católico e Universal em Constantino são termos que significam exatamente aquilo que os termos Católico e Universal se tornaram no Cristianismo...

Sim, Constantino é o Pai do Cristianismo!... Somente ele; e Jesus esteve fora...; sempre...

Jesus esteve presente [...] como apenas sempre apenas nos corações [...]; mas nada teve a ver com toda a História da Igreja [...] de Constantino para cá.

Jesus teve a ver com a história de milhões de pessoas, mas não com a História da Igreja de Constantino, que é todo o Cristianismo, especialmente em sua manifestação ocidental, ainda que o fenômeno tenha sido “católico” em sua influencia “universal” do reino imperial de “Deus”...

Esta é a razão de a “igreja” ser tão diferente de Jesus e tão semelhante a Constantino.

Sim, pois o espírito do Cristianismo sempre foi e será “romano” em seu DNA; e tal espírito é anticristo em relação ao Evangelho de Jesus.

Somente o diabo faz de conta que não foi e não seja assim!

Sim, mano, olhe no espelho e veja que você é a cara do Imperador Constantino; pois, se seu espírito é do Cristianismo, então, é de Constantino que você é filho!

É por esta razão que eu creio que o Cristianismo é irreformável...



Nele, em Quem não tenho nenhuma dúvida acerca do que disse acima,



Caio

10 de novembro de 2009

Lago Norte

Brasília

DF

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06 Novembro 2009

MOVIMENTO PELA REGENERAÇÃO DA IGREJA NA HISTÓRIA

Pela regeneração de nós mesmos no Evangelho from Caminho da Graça | blog on Vimeo.


Mensagem ministrada pelo Pr. Caio sobre este momento histórico.
[...]

Eu não creio em reformas!

Reformas dão formas às formas que existem – são novas formas. E essa forma de cristianismo que está aí foi uma invenção do imperador Constantino há 1700 anos. Não tem nada a ver com Jesus nem com o Novo Testamento, é uma construção humana.

Reformar isso aí? Para quê? Para que reformar aquilo que Jesus nem reconheceu como tendo relação com ele?



[...]



A questão é mais séria. É saber se aquele a quem nós mencionamos como Jesus – esse nome que evangélico usa assim de maneira babante o dia inteiro, sem significado –, se esse Jesus dos evangélicos tem alguma coisa a ver com o Jesus dos Evangelhos.



E a gente verifica que não! Que são entes diametralmente opostos! O Jesus da igreja não é nem primo do Jesus dos Evangelhos! É inimigo do Jesus dos Evangelhos de tão diferente dele que ele é.



A terminologia igreja define um cassino hoje em dia. E não o ajuntamento da piedade, do amor, da misericórdia, do carinho, da graça, da bondade.



O termo evangélico entre nós contradiz o que o sentido do termo evangélico define. Evangélico. No Novo Testamento, é uma expressão usada por Paulo escrevendo uma carta aos Filipenses, onde ele manda que lutemos juntos pela fé evangélica. No Novo Testamento, evangélico é aquilo que carrega a qualidade do Evangelho.



Portanto, hoje, a nossa volta, quando vemos esse termo sendo usado de uma maneira abusiva... tudo é evangélico, todos são evangélicos! Agora só tem evangélico! E você fica vendo quem são os evangélicos. Eles são tudo, menos evangélicos! Porque não carregam nenhuma gota, nenhum sereno do conteúdo do Evangelho em suas mentes, almas, decisões, sentimentos e compreensões.



Portanto, é outro estelionato, nem o termo dá para usar.



De fato, nós estamos vivendo dias dificílimos na história humana, muito mais difíceis do que aqueles que caracterizaram e marcaram os tempos da Reforma Protestante no século XVI.



O que se tinha então, à época, se repete hoje aqui com potencializações, com variedades temáticas e com implicações e desdobramentos que estão para além da nossa capacidade de compreender e de aceitar até algum tempo atrás. Mas hoje, essas coisas se transformaram em realidades insofismáveis a nossa volta, a tal ponto, que até o termo “igreja” já padece de definições, já não se pode mais falar em igreja assumindo que as pessoas saibam o que signifique.



Igreja é esse bazar de ofertas perversas e idolátricas que se constitui a nossa volta com todos os matizes. Até os grupos históricos já entraram nas ondas das doenças barganhantes neopentecostais. O que a gente tem à volta não é algo que possa ser enfrentado com uma reforma.



Re-formar o quê? Dá uma outra forma a essa coisa que está aí? Pode se dar a reforma que se quiser, não adiantará nada. Nós estamos diante da necessidade de Regeneração, de conversão, de esquecer que nós talvez tenhamos sido cristãos e voltarmos ao momento gênesis da nossa consciência e assumirmos uma reconversão profunda da consciência do Evangelho. Do contrário, pode se emoldurar como se quiser o que nós hoje chamemos igreja, porque ela terá apenas uma outra configuração, mas esses conteúdos que aí estão a tornam irredimível do jeito que ela está.



Por isso, não se pede de nós nem 95 teses, nem 50, nem 15, nem 26, nem 12, nem 13, é uma só.



A tese é o Evangelho, o resto é comentário.



O QUE É O EVANGELHO? O Evangelho é a certeza de que Deus estava em Cristo e reconciliando consigo mesmo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões e essa é uma decisão unilateral de Deus.



O QUE É O EVANGELHO? Se não o fato de que se nós o amamos, quem quer que de nós o ame, é porque Ele nos amou primeiro.



O QUE É O EVANGELHO? Se não a certeza de que não há barganhas a fazer com Deus e que está tudo consumado e pago! Que o grito definitivo “Tetelestai”, está pago, de Jesus na cruz cancelou todas as coisas, todas as culpas.



O QUE É O EVANGELHO? Se não a certeza de que o escrito de dívidas da lei de Moisés, lei moral, cerimonial, de qualquer outra natureza, foi cancelado inteiramente, encravado na Cruz. E com esse ato de Jesus, ele esvaziava os principados e as potestades de seu poder, triunfando sobre eles na Cruz.



O QUE É O EVANGELHO? Se não o fato real de todo aquele que crê em Jesus, por meio de Jesus alcança graça em plenitude absoluta, total! Graça que me justifica e que me salva, graça que me santifica, graça que me unge, graça que não só me torna aceitável diante de Deus sem barganhas a fazer, mas graça também que me capacita, me fortalece, me condiciona na justiça, me educando na verdade para que eu ande conforme o Evangelho.



O QUE É O EVANGELHO? Se não a maravilhosa notícia de que está tudo feito, porque se Deus não tivesse feito em meu lugar, não haveria nada que eu pudesse fazer que realizasse qualquer coisa em meu favor.



Ora, o Evangelho simplificadamente é isto!



E a convergência total e absoluta dele é para Jesus. A convergência do Evangelho não é nem para a Bíblia, não é nem para a Escritura, a convergência do Evangelho não é nem para a fé, a convergência do Evangelho é para Jesus. Porque fé sem Jesus não produz absolutamente nada, é fé na fé. Porque as Escrituras ou a Bíblia, sem Jesus é a mãe de todas as heresias, e a história do cristianismo é a prova disso. Porque as Escrituras lidas sem Jesus são um balaio de gato inconciliável, são a receita para a gadarenização psicológica da mente, é querer que as Escrituras se somem a Jesus, e que o pacote seja então a nossa fé. Não é!



A partir de Jesus ficamos sabendo de Jesus pelos Evangelhos, e pelos Evangelhos ficamos sabendo que Jesus é o cumprimento das profecias e aí, pelos Evangelhos e pelo cumprimento das profecias, ficamos também sabendo que o próprio Jesus expôs aos seus discípulos o que a seu respeito constava em todas as Escrituras. E vem Paulo e o escritor dos Hebreus nos dizem que quem tem Jesus tem toda a revelação de Deus, que Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade, Ele é o Verbo, Ele é a Palavra. Ele é a totalidade de todas as coisas, Nele, Jesus, estão ocultos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento.



Por isso, até as Escrituras estão relativizadas. O escritor de Hebreus nos diz que a quantidade imensa de textos das Antigas Escrituras eram sombras, tipos, arquétipos, simbolizações que caíram em caducidade ou em obsolescência diante da realização da encarnação da plenitude do Verbo de todas as coisas, da Palavra eterna que é Jesus.



Então, nem a Escritura me serve mais para ser o ponto de referência. Meu único ponto de referencia é Jesus. A partir de Jesus eu releio a Bíblia inteira, o que couber e ficar conforme o espírito de Jesus e do Evangelho permanece, o que se antagonizar ou se tornar infantil diante da realização e do cumprimento pleno de tudo já em Jesus é descartado.



Jesus é o centro.



A Reforma dizia: “Só as Escrituras, só Cristo, só a Graça, só a Fé”. É muito pilar! O pilar é um só. A pedra de esquina é uma só. É de Jesus que toda a Graça procede. Não precisa afirmar a graça ao lado de Cristo, sem Cristo não há graça. Graça é o favor imerecido, é o Cordeiro que foi imolado antes da fundação do mundo que é o precipitador e o mantenedor de toda a graça. De modo que não posso falar Cristo e graça. Sem Cristo não há graça, não posso dizer só Cristo mais a fé, sem Cristo não há fé. Não posso dizer só Cristo mais as Escrituras, a Escritura concorrendo com Jesus esquizofreniza a mente.



É só Jesus! A Escritura tem que ser lida a partir do Verbo encarnado.



Quando essa conclusão entra no nosso coração, há uma revelação que simplifica o olhar na vida e também radicaliza até as essências das nossas decisões. Aí não há mais barganhas a fazer, aí não dá mais para você ficar com conluios com o cristianismo.



O cristianismo, praticamente, nos ofereceu 1700 anos de bruxaria desde o imperador Constantino e não parou com a Reforma Protestante. A gente não pode ficar nem com o lado protestante do cristianismo, que nada mais é do que uma versão grega, polida, de um catolicismo que fez literalmente dieta, dieta de santos de gesso, de barro, disso e daquilo, mas que por seu turno dogmatizou sua própria eclesiologia e trouxe para dentro pacotes e mais pacotes, doutrinas humanas que aguaram o Evangelho e criaram absolutos que relativizam a Verdade insofismável da Palavra.



Por isso, o próprio protestantismo está sob juízo. E este movimento que a gente chama de evangélico, que é essa coisa, essa Hidra, essa besta de muitas cabeças, tem tudo! Menos o Evangelho. É uma logorréia do nome de Jesus, que baba como gorococo o nome de Jesus, mas não é o Evangelho.



O que se anuncia é o anti-evangelho! O que se anuncia hoje dentro das igrejas é pura macumba. O Deus que está instaurado é Mamon.



O altar é aquele no qual a gente só se ajoelha com expectativa de receber alguma coisa diante de Deus se puser grana, se participar das campanhas, todas elas baseadas na obsolescência do Velho Testamento. Aí tem que ser baseado em Gideão, em Sansão, em Jefté, nos juízes, na pancadaria, na maldição, porque no espírito do Novo Testamento eles sabem que não dá para sobreviver com isso que eles chamam de igreja.



É por isso meus amigos que na parte que me diz respeito, com companhia ou sem companhia, essa é a minha trajetória que não está começando agora. Desde 94 que eu orava e pedia a Deus que me livrasse do meio evangélico, que para mim já me tornara insuportável, não “convivível”. Daí eu ter reduzido as minhas amizades a tão pouca gente... No mais não dava. Se não dava em 94 para mim, quando eu era presidente da Associação Evangélica Brasileira, quando eu ainda mantia os ecos de uma esperança que falia dentro de mim, quanto mais hoje.



Estou definitivamente rompido com isso, para poder estar definitivamente casado com o Evangelho. Não há barganhas a fazer com a igreja evangélica, nem com o movimento neopentecostal, não há barganhas a fazer com o puritanismo presbiteriano que também nega a graça e se apresenta com carteira de identidade de boa conduta e de purismo de interior hipócrita. Não há barganhas a fazer com o cristianismo, com a sua hiper valorização ideológica política, com seu culto aos bens, ao poder, ao status.



Não há barganhas a fazer com aqueles que ficam em cima do muro, anunciando de modo politicamente correto o Evangelho destes púlpitos de oráculos magificados pela superstição e pela paganidade da nossa religião de infantes perdidos, não dá! Para mim não dá mais!



Quem quiser e achar, e julgar, e crer que esse caminho é um caminho puro e simples do Evangelho, eu sou irmão de todo aquele que andar nessa vereda.



Agora, não me associo, não participo, não admito conluios, não creio que seja Evangelho o que se diz com o nome de Evangelho. Não creio que se esteja pregando a Jesus quando se fala o nome de Jesus, não me deixo confundir por nenhuma destas coisas, porque se o conteúdo não for exclusivamente do Evangelho, podem banhar o Cristo de purpurina, a esse Cristo eu direi: Arreda-te em nome de Jesus!



Autorização me é dada por Jesus, me é reforçada pelos apóstolos e, especificamente, recomendada por Paulo, que diz que se vier qualquer outro evangelho vestido de qualquer coisa, mesmo que chegue impregnado de terminologia por nós conhecida, mas se negar o fundamento e a essência da graça de Deus, de que está tudo feito, realizado, pago, consumado por Jesus, não é Evangelho.



E Paulo disse que mesmo se viesse um anjo de luz anunciando isso ou aquilo, mesmo que os anunciadores se travestissem de ministros de justiça - ele vai mais além - mesmo que eu - o próprio Paulo - chegue aqui pregando outro evangelho que não seja esse, me repreendam! Chamem-me de Anátema! Pois é sob a recomendação de Paulo que eu estou dizendo em nome de Jesus, que o que se instituiu a nossa volta é anátema! É abominação!



E quem quiser continuar andando em conluio com isso saiba: está caminhando de mãos dadas com a pior feitiçaria já inventada na terra, que é essa praticada blasfemamente em nome de Jesus. Essa que provoca esse grande estelionato do Evangelho. É essa que tornou o termo igreja algo que define um agrupamento de assaltados pelos assaltantes mais sofisticados, venais e calhordas que já surgiu na história humana.



Quem quiser continuar com esse conluio, achando que basta cultuar a Bíblia, carregar o livro, dizer que você é um homem da Palavra porque carrega esse livrão, que nada mais é do que um best seller que endinheira organizações que vivem é da venda do produto sem preocupação com a absorção do conteúdo, se você quiser continuar andando neste caminho, ande, se enterre com a Bíblia! E vá para o inferno com a Bíblia sem Jesus no coração!



Está me achando radical? Meu irmão, o adágio popular diz que uma andorinha só não faz verão, mas quando o verão chega, até as andorinhas acovardadas têm que voar porque fica quente demais.



A minha esperança, que vim até aqui fazendo um voo meio solitário com alguns amigos e irmãos queridos, é que o calor do verão se torne insuportável, aí quem sabe as andorinhas acovardadas batam asas e descubram que ou a gente se une para virar esta estação ou o verão eterno vai nos queimar até que se torne completamente insuportável.



Mas é você que define se o seu caminho é o do clube ou se é o do caminho do Caminho.



Se a jornada é daqueles que se tornam seguidores contemplativos de Jesus ou se você se tornará um discípulo engajado. Se você é daqueles que vão preferir lamber e beijar afetivamente o engano da religião ou se você vai cuspir essa maldade e vai comer o Pão da Vida, e vai apenas se alimentar daquilo que seja puro e simplesmente Jesus. Porque o que não seja Jesus provoca digestão eterna no coração.



É só isso que eu tenho a dizer!



O mais é decisão de quem quer que seja grande e não esteja mais disposto a ficar brincando no presépio do cristianismo, se enganando enquanto diz que sonha todo dia com uma grande mudança, uma reforma na igreja.



Reforma de igreja só acontece com templo, em pedra. Ninguém põe remendo de pano novo em veste velha, disse Jesus. O vinho novo a gente não põe em odre velho, momentos novos, catarses definitivas demandam conteúdos e formas que se adéquem ao tempo, à hora e ao momento.



De modo que não vai dar nem para aproveitar alguma coisa. A nossa viagem vai ter que ser muito mais radical, se alguém quiser fazê-la, a gente tem que voltar para a simplicidade do Caminho, para as jornadas do Evangelho, para as práticas sem interpretações teológicas, para a simplicidade que prescinde dos hermeneutas e dos exegetas, porque o Verbo se fez carne e, agora encarnado, o Verbo se explica.

Jesus é o hermeneuta, Jesus é o exegeta, aquilo que eu não entendo daquilo que ele diz, eu compreendo pelo seu modo de agir. Porque ele não era esquizofrênico, tudo o que Ele diz Ele encarnou. Eu não preciso procurar o melhor professor de grego ou hebraico para poder entender o espírito do Evangelho. Vendo os movimentos de Jesus tocando a vida humana, o Evangelho se autoilumina para quem quer, para quem queira. Sempre foi assim!



Não se pode permitir que isso se torne diferente, nem para os presunçosos que acham que o Evangelho cabe na academia dos seus pensamentos iluminados por luz negra e nem mesmo noutro polo desta mesma situação que é a arrogância carismática neopentecostal imacumbada, bruxificada e perversa que transforma a fé em Jesus neste cristianismo de feiticeiros.



Já falei mais do que devia! As conclusões são suas! Que Deus nos abençoe!



Caio Fábio



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Transcrição: Tião Camilo

Revisão: Dora Ramos

Adaptação: Francisco Pacheco

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03 Novembro 2009

SENTIR É FÁCIL...DIFÍCIL É FAZER!

"Gostaria de não saber destes crimes atrozes... É todo dia agora, e o que vamos fazer? Quero voar pra bem longe, mas hoje não dá!
Não sei o que pensar e nem o que dizer:
Só nos sobrou do amor
A falta que ficou." (R.R.)

Não estou amargurado, é só óbvia constatação: A alienação humana é crescente!
Cresce na mesma proporção que avança o conhecimento inesgotável, a força da grana e a torrente ininterrupta de informação diária!

Triste paradoxo, então: Quando mais funções a exercer, exigências a cumprir e extenuantes horários de trabalho – menos produzimos para a Vida, menos criamos, menos integramos os vulneráveis... Esses "outros" que vivem de catar nossos dejetos, de recolher o desperdício de nossos desejos, de tirar da nossa frente a sujeira que deixamos pelo caminho obstinado de viver em concorrência, comprando o que não precisamos, com o dinheiro que não temos, para exibir para os que não gostamos!

Você me dirá: "Não sou alienado não. Ao contrário, sou antenado. Sei de tudo!"

Pois é, essa é a primeira geração de seres humanos que sabe de tudo e de todos, e, contudo, no máximo sente afliçõeszinhas passageiras com noticiários diários da urbanidade desvairada.

Sentir angústia ficou coisa fácil.

Difícil é fazer alguma coisa mesmo!

Anda todo mundo aflito com tudo, mas pouca gente se mexendo para algo.

Anda todo mundo preocupado com os destinos de tudo, mas isso não vale mais que uma conversa de bar; é so um assunto "corta-tesão"! "Deixa pra lá... O Obama vai resolver, o "pré-sal vai solucionar!" - e coisas desse tipo.

Quanto mais informação, mais desinteresse... Essa que é a verdade factual. Assistimos a calamidade dos muitos mundos ao nosso redor pela telinha que faz tudo ficar longe; e o fazemos como quem ouve o relatório de uma Ata. É ouvir, aprovar e guardar... Vamos para casa dormir, daí.

E os mais sensíveis? Eles choram; e chorar os aliviam e pronto. Ajuda a rir no dia seguinte, quando tudo já foi esquecido.

Eu trabalho o dia inteiro. Sou filho desse tempo. Também não tenho tempo. À noite, brinco com meus filhos, abraço minha mulher e leio um livro qualquer dentro do meu lar-prisão, da minha casa-bunker. Na clínica, enquanto atendo gente a cada meia-hora, ainda respondo dezenas de emails e telefonemas o tempo todo. Faz tempo não sou dentista, virei "gentista"! Foi sem querer. Eu só queria ser um bom profissional, mas as pessoas cheias de dor e mudas, vieram ao consultório acompanhadas de suas bocas (eu só queria suas bocas), e passaram a falar e falar...

Além disso, faço uma tese aqui, publico artigos científicos bobinhos ali e dou aula acolá...Viajo o Brasil todo!

Inquieto como é minha geração, eu cuido da vida de "sonho americano". Corro atrás do pão nosso de cada dia. Do pão, da pizza, do ar condicionado e da melhor escola da cidade! – esses são meus cuidados. Cuidados de um cidadão!

De uns quatro anos para cá, todavia, minha vida ganhou uma nova dimensão de atuação que me deu saúde em meio às tensões do dia-a-dia. Eu que já flertava com as águas que Deus move, agora mergulhei de cabeça mesmo!

Eu me meti a ajudar gente. Estender o braço. Dar força ao cansado. Prover dispensas e encher geladeiras.

Eu me atrevi a sair da minha zona de conforto, me atrevi a dividir cargas e dar o que Deus me deu!

Todo dia alguém me pergunta: Você não cansa?

Canso. Mas com nada disso.

Solidariedade não cansa. Fraternidade renova as forças do Ser.

Abri em Santos (São Paulo) um centro de palestras. Tenho um auditório dominical. De lá eu prego o que creio. Arranjei uma Causa pela qual viver e morrer. Sartre já dizia que sem uma causa para morrer, a gente não consegue viver! Então, desse lugar (em especial) eu anuncio o Evangelho – proposta de saúde humana integral: Perdão para a alma culpada, Pão para o corpo fraco, Afeição relacional para o espírito solitário. E isso que é o Evangelho.

Abri em Santos um espaço secular. Tão secular como secular é o próprio Evangelho! Feito para o mundo e ao alcance de todo homem! Secular porque não-religioso. Secular porque fala com o mundo com a linguagem do mundo! E só não entende quem não quer, só não entende quem odeia o amor!

Secular, principalmente, porque não acredito em religião.

Não acredito na representação de Deus na Terra, nas agências oficiais, exclusivas.

Não abomino e nem desprezo a história de gente da religião que mudou a história de gente sofrida.

Só não acredito que a força das megas-religiões seja a força de Deus no mundo! Deus é anônimo, Deus é marginal. Deus é carpinteiro, Deus não é marqueteiro!

Por isso, não acredito que a "prestação de serviços espirituais" presta para alguma coisa que vá para além das formalidades de batizar, casar e enterrar seus súditos discípulos culturais. Além disso, o que se vê - é ninguém me poderá contradizer - é só extorsão por parte dos mercadores da fé e dos corretores das bolsas de valores espirituais. Há também a outra turma: O pessoal "do bem" que "pensa" a Fé e que quer dar VIDA ao que nasceu morto: o cristianismo e suas ramificações dissidentes! Aí ficam fazendo ressucitação cardio-pulmonar em múmia! Tanto por tão pouco!

Eu juro que presto atenção no que eles dizem, mas no fundo eles não dizem NADA, NADA, NADA, NADA, não!

Teologia me dá nojo! Eles discutem "Deus" enquanto o problema é o "homem". Eles refletem sobre o fim do mundo enquanto "o futuro é o presente; e o presente já passou!"

Já cansei também do sindicato anti-evangélico... gente abusada por um padreco aqui e "dizimada" por um bispo universal ali... O pessoal que fala pelos cotovelos contra a "igreja", mas não se mexe para NADA! Cansei dos caras que mandam os chefes da religião para o inferno, mas não vão até lá buscar os que nele vivem! Viciaram-se em criticar, descer o cacete na cabeça dos pastores milionários e dos padres pedófilos, enquanto engordam as próprias contas bancárias e zapeiam de madrugada por canais eróticos e sites pornôs!

É lógico que meu "canteiro de esperanças" chamado ESTAÇÃO do CAMINHO DA GRAÇA (www.caminhoemsantos.blogspot.com) quer todo dia virar "igreja" (no pior sentido do termo: lugar de cultuar a sorte de possuir uma espécie de blindagem comunitária contra tetos que caem na cabeça do pessoal que não fica debaixo da nossa cobertura imantada!).

Sim, nesse meu espaço de encontro do Evangelho com a secularidade, a tentação dos infernos todo dia me propõe virar "religião" (e isso também no pior sentido do termo: "vamos fazer uma cabana aqui mesmo e ficar aqui dentro com as grandes figuras do panteão judaico-cristão, onde, de modo algum, NADA nos acontecerá!").

A proposta da religião é o chamado à alienação da solidariedade! É o chamado covarde para dentro de uma Nave-Mãe, um Templo Maior, uma Catedral de Cristal, um Vaticano - Estado ideal, a Arca de um Noé que vai assar um bicho por dia durante o dilúvio de iniquidades desses dias chamados "maus".

Não falo só de alienação social. Não sou marxista não. Percebo que o pessoal sofre da alien-ação de um "alien" mesmo!

É uma ânsia de ser diferente só pra ver se Deus poupa a gente dos holocaustos que fritam diariamente toda gente! O crente, de um modo geral, é um "alien" sim! Ele pensa que não tem compromisso com esse chão maldito, já que "não é desse mundo". Daí sua motivação ser alienada e egoísta, pois o indispõe a cuidar de uma Terra cheia de áfricas órfãs e viúvas trabalhando até morrer de exaustão! Ou o fará somente se os tais "venderem" suas almas à cartilha por eles pregada em cruzadas assistencialistas, num verdadeiro "veste-índio colonizado" dos tempos modernos.

Parece que nunca ouviram dizer que, no final, Ele dirá a quem amou: "Quem deu a algum dos Meus pequeninos, a Mim me deu!"

Minha esperança é a esperança de um peregrino, de um forasteiro existencial, de um cara de passagem que enquanto passa, não quer deixar passar a chance de "SER" na direção do outro que "É" como eu, entretanto, sem as oportunidades e favores que eu mesmo tive! É simples assim.

E, ou será assim, ou eu é que deixarei de "SER"!

É por isso que não organizei departamentos e ministérios intra-muros nessa Estação-Espaço Comunitário. Senão, daqui a pouco, estou eu envolto com a agenda frenética de jantares de confraternização, de noites de caldo verde, sorvetadas e vida de clube! Senão, daqui a pouco, estou eu envolto com a escala de músicos, com o registro de atas, com as classes de catequese, a pintura da fachada e a decoração dos gabinetes sacerdotais como quem pensa, com tudo isso, estar fazendo toda a Obra de Deus na Terra! – num "chamado" para dentro do umbigo institucionalizado!

To fora! Fora. Bem fora! Lá fora. Debaixo do sol de Samaria e da Baixada Santista!

O movimento "Caminho da Graça" quer ser contemporâneo? Quer responder às demandas reais desse tempo?

Então, vamos para fora! O "Sacrifício" foi lá fora dos portões da cidade da Religião. Apadrinhem crianças, adotem ONGs, se incluam nelas, organizem a assistência, para atingirem o máximo de desafortunados possível. Tem ONG (termo genérico) cuidando de crianças drogadas, de pequeninos hospitalizados e de jovens-sem-futuro.

Ora, preguem o Evangelho do Amor, e se necessário for, usem até palavras. Mas, enquanto fazem discursos, fomentem recursos humanos e materiais na direção daqueles que já realizam um trabalho de vossa confiança, como temos aqui:

* www.projetoondas.org com o Jojó de Olivença, no Guarujá
* www.aascidadania.com.br e voluntários do Riso, em Santos
* www.projetocamara.com.br em São Vicente

Isso é pouco? Sim, quem dera fosse mais. Com você junto, quem sabe, seria mais.
Só é alguma coisa porque é melhor que o NADA que a maioria faz!

São as coisas que me cabem hoje. Amanhã será depois. São iniciativas conduzidas por gente que eu confio, que eu amo e admiro! Gente que não ganha nada com isso, que não tem ONG-fantasma e nem intenção política. Gente que escolheu ser gente de Deus. Gente que senta para me ouvir domingo à noite, mas depois levanta como quem ouviu o soar do gongo no ringue.

Porque agora já virou uma questão de escolha.

Eu escolhi.

Ora, dentro desse texto rápido qualquer psicanalista identificará as feridas que me feriram e dirá que é tudo sublimação.

Whatever! Vou curar minhas feridas drenando abcessos alheios.

Já faço isso há muito tempo. Meu alívio é ver o alívio do outro.

Vem comigo, por favor.

Na mesma Graça,

Marcelo Quintela

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30 Outubro 2009

PAPO DE GRAÇA - 10 MINUTOS DE HORROR NA ÁFRICA CRISTÃ




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27 Outubro 2009

OU É O EVANGELHO TODO OU NÃO É!

Ou é o Evangelho todo ou não é! from David Palazzo on Vimeo.




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21 Outubro 2009

Na paz do seu sorriso... (Heber)

Feliz terça-feira.pessoal,

Ôpa , já é quarta. São 1:04 am.

Meditei hoje no sorriso de minha filha e e fiquei pensando em como ficamos acostumados com milagres, depois que eles acontecem. Parece que foi ontem, mas já faz 8 anos que começamos a pensar em termos um filho. Hoje eu olho pra ela e fico me deleitando com o resultado.



Por estar acostumado com o resultado, as vezes esqueço de que o milagre está vivo em casa todos os dias. Lembrei-me daqueles que comeram o pão da multiplicação e depois foram embora.



Foram embora pra digerir o pão e ficarem famintos novamente. Quantos daqueles realmente entenderam que o pão vinha do Pão da Vida, e não da padaria? Jesus fazia milagres por misericórdia e não pra validar seu ministério. Os milagres existem, e são bons, mas não são ferramentas nem mercadoria para serem usados e comercializados pelos lobos devoradores do rebanho. Infelizmente, é para essa gente faminta do pão material, daquilo que é palpável, do que é efêmero e corruptível; sim! É para essa gente que se prega o evangelho moderno. E vão às reuniões e correntes e círculos e batalhas e cruzadas e grandes noites de milagres com o “Milagreiro-da-hora” e comem desse pão e vão para casa digerirem e ficarem mais uma vez com a barriga vazia e com o coração cheio da culpa do pecado; sim, pois, o pão do milagre resolve o seu problema imediato: a fome. O milagre que se vê, seja lá qual for, vai saciar a sua sêde do sobrenatural, mas a sua alma precisa mesmo é de fé, para ser bem-aventurada. Como os que não viram e creram.



Voltando pra minha Filha e seu sorriso... Acho que o milagre de verdade é o que acorda todo dia com a gente. O Milagre que transforma é o da Misericórdia do Senhor; é aquele que se renova dia após dia...assim como minha filha, que a cada manhã acorda com uma nova cara, uma nova expressão, mas em sua essência é a mesma criança-milagre de Deus.



Acho que precisamos nos deslumbrar com as misericórdias diárias do Senhor, assim como nos deslumbramos com um sorriso de uma criança. Pois só assim entenderemos o maior milagre que êle operou em nós.



Para todos vocês um feliz dia 10.



Hebinho
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19 Outubro 2009

QUAL A ESCOLHA DA SUA EXISTÊNCIA?

Pregador: Caio Fábio
Transcrita por: José Abdon L. Accioly

JEREMIAS 18

Jeremias assiste em estado de tristeza e perplexidade, o fato de que o povo de Israel estava sendo levado para o cativeiro na Babilônia, e, conquanto tal fato ainda não tivesse acontecido, mas estava na inevitável iminência de acontecer, ele sabe que a razão daquele cativeiro decorre de maneira direta do fato de que o povo tinha quebrado toda harmonia com Deus e uns com os outros, que tinham entrado em um estado de autofagia, de morte, de escolhas suicidas, auto-destrutivas.


E o que estava vindo de fora nada mais era do que a conseqüência do que eles mesmos estavam semeando. E a aflição de Jeremias era ver se ele conseguia mudar esse fluxo, se conseguia fazer com que aquele caminho aparentemente inexorável na direção de algo que lhes faria mal, poderia ainda ser alterado, pela via da conversão da mente, pela via do arrependimento, pela disposição de uma mudança de caminho, de uma decisão que tinha que ser individual, mas que haveria de se tornar comunal, coletiva, de todo povo, na direção de que, aquele processo inteiro, no qual estavam vivendo, fosse revertido pelo arrependimento, pela mudança de mente, pela metanóia.

E é por isso que ele insiste de maneira solitária, gritando, clamando, chamando, chorando, implorando, advertindo, colocando-se numa situação de motejo, de graça, na qual ele se transformava em tema de piada, em figura a ser vista apenas em sua estranheza, na sua exoticidade, na sua depressividade melada de lágrimas e na sua voz sempre tomada de nostalgia profética.

E ele assim, torna-se uma pessoa a ser vista e interpretada como o que se pode fazer tornar-se aos sentidos de todos, como louco, melhor será, mas como ele não dá a chance da loucura ser assim pregada nele como algo que nele se fixe, o que sobra para os demais e descontentes com ele, os quais são quase todos, é tentar minar a autoridade dele, o caminho dele, a vontade sincera dele para com Deus, e tentam criar urdiduras de todos os modos, tramas, laços, malhas e redes, para ver se o prendem em alguma contradição, em alguma fraqueza, em alguma situação, que o afaste, definitivamente, da possibilidade de ser uma pessoa que exercesse a sua voz contra o fluxo da morte que estava instalado ali.

E no meio de tudo isso, e de tantas falas e situações semelhantes a essa, no capítulo 18, Jeremias ouve outra vez, dentre muitas vezes, a palavra do Senhor, que veio a ele dizendo o seguinte:



2) Dispõe-te, e desce à casa do oleiro, e lá ouvirás as minhas palavras.

3) Desci à casa do oleiro, e eis que ele estava entregue à sua obra sobre as rodas.

4) Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu.

5) Então, veio a mim a palavra do SENHOR:

6) Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? -diz o SENHOR; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.



Mais adiante, depois que Jeremias voltou e falou ao povo, às autoridades religiosas, tudo quanto da parte de Deus tinha ouvido a partir dessa situação metafórica, simbólica, que se manifestara diante dele lá na casa do oleiro...



Diz o seguinte:



18) Então, disseram: Vinde, e forjemos projetos contra Jeremias; porquanto não há de faltar a lei ao sacerdote, nem o conselho ao sábio, nem a palavra ao profeta; vinde, firamo-lo com a língua e não atendamos a nenhuma das suas palavras.



Aí o Jeremias ouve isso e diz:



19) Olha para mim, SENHOR, e ouve a voz dos que contendem comigo.



Cada vez que ele profetiza fica pior para ele!

Aí o cenário muda um pouquinho, ele faz algumas queixas para Deus, sente-se só, abandonado, perseguido, dolorido, toda aquela coisa que pode acometer a qualquer um de nós, mesmo aos mais conscientes entre nós.



E aí vem a ele outra vez uma palavra de Deus ante essa atitude de rejeição explícita, homicida, ferina, perversa, das autoridades de Israel após terem ouvido a palavra de Jeremias, que dizia da parte de Deus que, se alguma coisa tinha se estragado ali, ainda dava jeito, ainda havia chance, era como se, o barro, em estando na mão do oleiro, pudesse ser refeito e renovado, mas eles não quiseram ouvir essa palavra de regeneração, de reintrega do ser às mãos de Deus, para ser refeito, eles não quiseram abandonar o ídolo da fixidez, da fixação imutável.

E aí vem a esse pessoal uma outra palavra de Deus, pela boca de Jeremias, que já não carrega a maleabilidade, já não carrega a possibilidade da mudança, já não traz o sêmen da mutação, da conversão, do arrependimento, de uma tomada de consciência que mude a existência deles e seja preventiva em relação a um monte de calamidades.

Por causa daquela postura fixa e homicida deles, vem agora essa outra palavra do Senhor:



Capítulo 19:1



1) Assim diz o SENHOR à Jeremias: ”Vai, compra uma botija de oleiro!”



(LEMBREM QUE NO PRIMEIRO CASO ELE VAI À CASA DO OLEIRO, E ELE CHEGA À CASA DO OLEIRO, E O OLEIRO ESTÁ TRABALHANDO. O BARRO ESTÁ MOLHADO. O OLEIRO ESTAVA TRABALHANDO NO MOVIMENTO E NA DINÂMICA DO ATO DE FAZER UM VASO, PORTANTO, ESSA É UMA RELAÇÃO VIVA ENTRE O OLEIRO, O BARRO E A POSSIBILIDADE DO VASO APARECER. JÁ NESTE SEGUNDO CASO, NÃO HÁ BARRO MOLHADO, NÃO HÁ NADA EM PROCESSO, NÃO HÁ NENHUMA MATÉRIA PRIMA NA MÃO DE DEUS SENDO MOLDADA. NÃO HÁ NENHUMA MATÉRIA MOLHADA O SUFICIENTE PARA ACEITAR OS VERGAMENTOS, AS FLEXIBILIZAÇÕES, OS MOLDAMENTOS, OS SURGIMENTOS DO NOVO. COMO ELES ESCOLHERAM A FIXIDEZ, A IMUTABILIDADE, O CARMA COMO EXISTÊNCIA, O DIREITO PERVERSO COMO MANDAMENTO PARA A VIDA, O STATUS QUO COMO VIDA ETERNA, PODER COMO SE FOSSE FÉ, CONTROLE COMO SE FOSSE CONFIANÇA, COMO ELES ESCOLHERAM O CAMINHO DO HOMEM QUE DOMINA E NÃO O CAMINHO DE DEUS QUE GUIA, COMO A ESCOLHA DELES FOI POR AQUILO QUE É FIXADO E CONTROLADO POR ELES E NÃO POR AQUILO QUE NÃO ESTÁ NAS MÃOS DE DEUS E QUE NÃO ESTÁ NO CONTROLE DE NENHUM DE NÓS, DEUS AGORA MANDA JEREMIAS IR COM ALGUMAS DAS AUTORIDADES DOS ANCIÃOS DO POVO, COMPRAR UMA BOTIJA DE OLEIRO. JÁ NÃO É MAIS UMA VISITA À CASA DA TRANSFORMAÇÃO, JÁ NÃO É MAIS UMA VISITA À CASA DAS POSSIBILIDADES, JÁ NÃO É MAIS UMA VISITA À CASA DA CRIAÇÃO, AGORA JÁ É A VISITA À CASA DO SOVENIR. JÁ É A VISITA À CASA DO FIXO, DO ACABADO, DO FORMADO, DAQUELE QUE NÃO TEM MAIS NADA A NELE SER ACRESCENTADO. É A VISITA À CASA DO INDIVÍDUO QUE DIZ - “EU FIZ A MINHA SÍNTESE E ELA ESTÁ FECHADA!”. É BOTIJA PRONTA! É BOTIJA SECA. É BOTIJA FIXA! É BOTIJA TERMINADA! É BOTIJA PARA CONSUMO. É BOTIJA À VENDA.)



“Vai agora e compra!”

Já não é mais: “vai e vê!”

Já não é mais: “vai e olha como o estragado pode ser curado!”



“Vai e vê como aquilo que por um acidente se desmantelou pode ser refeito!”

“Vai e visita à casa de todas as possibilidades e de todas as esperanças, porque os corações dos que ouviram disseram: NÓS NÃO QUEREMOS MUDANÇA NEM QUE VENHA DAS MÃOS DE DEUS, E QUEM QUER QUE FALE DA PARTE DE DEUS ACERCA DISSO, NÓS TRAMAREMOS E FORJAREMOS PLANO CONTRA ELE, PORQUE, AGORA, NÓS É QUE NOS TORNAMOS SENHORES DA LEI DE DEUS, DOS NEGÓCIOS DE DEUS, DAS COISAS DE DEUS, DOS MANDAMENTOS DE DEUS, DOS RITOS DE DEUS, OU SEJA, NÓS NOS TORNAMOS RELIGIOSOS E GERENTES DA RELIGIÃO!”



_” E esse cara vem aqui, querendo introduzir a cada dia, a possibilidade de uma mudança, de um vaso novo! Não! Nós não queremos! “



E pelo fato de eles terem escolhido a fixidez, eles recebem o fixo, com todas as implicações do fixo. Com toda a sequidão do fixo! Com toda a imobilidade do fixo. Com toda a inadaptabilidade do fixo. Com toda a possibilidade de quebrar, de partir, de se pulverizar daquilo que é fixo.



MELHOR BARRO, JÁ QUE BARRO É BARRO, É BARRO MOLHADO! NÃO EXISTE PIOR BARRO DO QUE BARRO SECO! BARRO BOTIJA! BARRO ACABADO!



“_Vai, portanto, e compra uma botija de oleiro, e leva contigo alguns dos anciãos do povo e dos anciãos dos sacerdotes. Sai ao vale do filho de Hinom, que está à entrada da Porta do Oleiro (QUE ESTÁ DO LADO DE FORA! E AQUI HÁ UM SARCASMO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO! PORQUE O QUE HÁ DE INTERESSANTE É QUE ELE MANDA QUE ESSA BOTIJA ADQUIRIDA EM UM LUGAR DE VENDA DE VASOS, NA PRESENÇA DAS AUTORIDADES DOS ANCIÃOS E DOS SACERDOTES DE ISRAEL, OS QUAIS FORAM OS MESMOS QUE HAVIAM REJEITADO A PALAVRA ANTERIOR, SEJAM AGORA LEVADOS AO LADO DE FORA DOS PORTÕES DE JERUSALÉM, PARA O LADO DE FORA DA PORTA DO OLEIRO, QUE ERA DE ONDE, ANTES, ELE ESTIVERA VENDO O MOVIMENTO MALEÁVEL DE ALGO QUE PODIA, EM SE ESTRAGANDO, SER REFEITO, MAS AGORA, A INSTRUÇÃO É PARA QUE ELE NÃO FIQUE NA CASA DO OLEIRO, MAS AO CONTRÁRIO, VÁ PARA O VALE DO FILHO DE HINOM, QUE HOJE É UM VALE MUITO BONITO EM JERUSALÉM, MAS QUE DESDE O TEMPO IMEMORIAIS ERA UM LUGAR ESTRANHO, MALIGNO, ASSOMBRADO DO PONTO DE VISTA DA PERCEPÇÃO PSICOSOCIAL DO POVO.

POR QUÊ?

POR QUE ERA UM VALE ONDE MUITOS REIS DE ISRAEL TINHAM IMOLADO SEUS FILHOS E OS OFERECIDO EM SACRIFÍCIO À ASTAROTE, À MOLOQUE, À BAAL, AOS DEUSES DO IMEDIATO. E SE TORNARA UM LUGAR MARCADO POR ESTE ESTIGMA DA MORTE. UM LUGAR ONDE AS PESSOAS SOFRIAM DO SURTO DE QUE ERA POSSÍVEL, LEVANDO O PRÓPRIO FILHO, FAZER UMA BARGANHA COM A DIVINDADE. COM DIVINDADES QUE, EM FAZENDO BARGANHAS COM O FILHO DE ALGUÉM, SÓ PODE SER O DIABO. MAS ISSO TUDO ERA PARA MANTER O FIXO! )



_Eu dou meu filho, mas tu não me tiras o reino!

_Eu dou meu filho, mas tu me fazes ganhar esta guerra!

_Eu dou meu filho, mas eu quero como garantia a imutabilidade do meu poder!



E aí Jeremias recebe a instrução para não ficar na porta do oleiro como antes, mas ir para o lado de fora, para esse vale, que mais tarde, no novo testamento, passou a dar apelidos simbólico àquilo que nos dias de Jesus se chamava de Inferno!

Vale de Hinom! Que era o lugar onde se queimava o lixo da cidade depois de um tempo. Ele ficou tão maldito que virou lixão!



GEINOM = VALE DE HINOM. DE ONDE ACABOU VINDO A PERVERSÃO, COM O GANHO DE UMA CONOTAÇÃO À PALAVRA QUE SE TORNOU GEINOM, GEENA, INFERNO, NA TRADUÇÃO.



Porque era um lugar da queimação do lixo, onde o fogo não cessava e cresce no imaginário do povo, como o lugar do inferno, GEENA.

É lá pro Geena, pro Geinom, pro vale do filho de Hinom, pro lugar da barganha, para o lugar do negócio com os deuses da morte, da fatalidade, da fortuna, da mágica, da troca, da negociação perversa, do “toma lá dá cá”, de um vínculo com uma divindade extremamente maligna porque vem a se saciar apenas com sangue humanos, bens humanos, e que introjecta na alma humana a vontade de autonomia fundada numa relação mecânica, com uma suposta divindade que, em sendo atendida em determinados ritos, realiza mecanicamente o desejo do ofertante, portanto, são as divindades da garantia do fixo.



_”Vai lá! Com esse vaso pronto, acabado, e quando tu chegares lá, depois de dizeres algumas palavras...”



No Capítulo 19, verso 10 diz:



10) Então, quebrarás a botija à vista dos homens que foram contigo

11) e lhes dirás: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Deste modo quebrarei eu este povo e esta cidade, como se quebra o vaso do oleiro, que não pode mais refazer-se, e os enterrarão em Tofete, porque não haverá outro lugar para os enterrar.



Do ponto de vista histórico, o contexto imediato do que aqui estava sendo descrito, tem riquezas tão grandes que se eu fosse falar a respeito nós não sairíamos daqui hoje. Mas meu objetivo mais simples é simplesmente ver se a gente aprende o princípio, porque o princípio é imutável.



O princípio espiritual está estabelecido.



Os aplicativos é que podem variar de geração para geração, de tempos em tempos, de eras em eras, mas o princípio não muda!



Que princípio é que está sendo anunciado e enunciado ali?



Primeiro) é de que nesse mundo caído, ambíguo, relativo, marcado por morte, por contradições, haver desfazimento, haver desmantelamento, haver perda de forma, haver desconstruções, haver momentos em que a gente pensa que aquilo que estava ganhando determinadas formas e significados para nós, subitamente se perde. Momentos nos quais aquilo que a gente chamava de bom, de repente, por alguma razão, por algum acidente, por algum movimento, por alguma rotação, por algo brusco, por qualquer que seja a circunstância, se desfaz! É ALGO NORMAL! ACONTECE!



É NORMAL QUE A VIDA QUE SE OFERECE À DEUS COMO UM BARRO MALEÁVEL SEM DIZER “EU SOU ASSIM” “A MINHA FORMA É ESTA” “FAZE-ME DESTE JEITO” “CONFIGURA-ME DESTA FORMA”, SEM OFERECER PROJETOS, NEM MAQUETES, NEM CROQUIS AO CRIADOR, AO CONTRÁRIO, A EXISTÊNCIA QUE CHEGA ABSOLUTAMENTE LEVE, TRANQUILA, ENTREGUE, SABENDO QUE ELA PRÓPRIA NÃO É AUTO-EXISTENTE, SE ELA É BARRO É PORQUE ELE CRIOU O BARRO, SE ELE ESTÁ ÚMIDO E PRONTO PARA SER MALEÁVEL É PORQUE GRAÇA DIVINA O TORNOU ASSIM CAPAZ DA FLEXIBILIDADE E, PORTANTO, EU NÃO POSSO TER IDÉIAS A DAR À DEUS, NÃO POSSO TER ESQUEMAS À OFERECER À DEUS, NÃO TENHO PROJETOS À APRESENTAR DIANTE DELE, EU TENHO APENAS À MIM MESMO, MELADO, MOLHADO, ENTREGUE COMO MASSA PRIMAL NA MÃO DO MEU CRIADOR, SEM ME SENTIR ACABADO, SEM DESEJAR SER REMOVIDO DESSE LUGAR DE FAZIMENTO, MALEABILIDADE, CONSTRUÇÃO ARTESANAL E DE MANUFATURA DIVINA.

SEM QUERER SER TIRADO DESTE LUGAR ATÉ QUE EU ESTEJA ABSOLUTIZADO E COMPLETADO NELE.

POR QUE EU SEI QUE, NO PROCESSO, EU, POR CAUSA DA MINHA PRÓPRIA NATUREZA, VOU TER QUEBRAS E VOU TER DESMONTES.



VOU MUDAR DE FORMAS.



VOU PRECISAR DE UMA AÇÃO CONTÍNUA DE SENTIDOS E DE SIGNIFICADOS DA PARTE DE DEUS ME MOLDANDO PARA SEMPRE.

ISSO SIGNIFICA: ARREPENDIMENTO, METANÓIA, MUDANÇA DE MENTE.

SIGNIFICA TER, CONFORME PAULO DIZ EM ROMANOS 12, “A MENTE SUSCETÍVEL A UMA RENOVAÇÃO CONTÍNUA E CONSTANTE. UMA NÃO FIXIDEZ DA MENTE EM NENHUM PADRÃO.

SIGNIFICA NÃO NOS CONFORMARMOS COM ESTE SÉCULO, COM OS PADRÕES ESTABELECIDOS, COM OS ÍCONES, COM OS ÍDOLOS, COM OS PANTEÕES, COM OS ELEMENTOS FIXADOS, QUE LUTAM PARA QUE A GENTE ASSIMILE A IMAGEM DO ÍDOLO E PERCA A NOSSA PRÓPRIA IDENTIDADE.

AO CONTRÁRIO, A DISPOSIÇÃO PRECISA SER AQUELA DO ARREPENDIMENTO, DA RENOVAÇÃO DO ENTENDIMENTO E DA NÃO ACEITAÇÃO DE NENHUMA CONFORMAÇÃO QUE VENHA DE FORA, POR QUE A GENTE SÓ QUER O TRABALHO DA FORMA DE DEUS CONSTRUÍDO EM NÓS A PARTIR DA ESSÊNCIA PRO LADO DE FORA E QUE É CONTÍNUO E QUE DURA PARA SEMPRE, E ACERCA DO QUAL A GENTE TEM QUE DIZER: “EU COMBATI O BOM COMBATE, EU COMPLETEI A CARREIRA, EU GUARDEI A FÉ.”



Do contrário, a gente vira esse vaso fixo na vitrine da mentira, das vaidades, dos enganos, dos falsos significados, das falsas seguranças, achando que é o poder de controlar a lei, a religião, os ritos, as mecânicas espirituais, os homens... E achando que são as imantações de poderes que a gente recebe, as quais nos são dados por outros e que são frutos das nossas barganhas e negociações das nossas políticas relacionais, que são os elementos importantes e essenciais a serem preservados. Só que são justamente eles que nos tornam a botija fixa da cristaleira da existência, a qual fica pronta para ser partida e não ter mais jeito!



Na vida, a gente tem escolhas!



O que eu estou dizendo é que, ou a gente escolhe o caminho da existência inacabada, ou a gente escolhe o caminho da existência supostamente acabada!



Ou a gente escolhe o caminho da viagem sem fim, da mudança nossa de cada dia, da conversão nossa de cada dia, do refazimento da nossa mente, do nosso entendimento a cada dia, da massa molhada da graça, da humildade, da vontade de aprender, de absorver, de assimilar, de ser meladamente transformado nas mãos de Deus, e fazer a escolha de não querer ter nenhum outro lugar para ser e existir, senão nesse ambiente da mão do oleiro...

TODO DIA E PARA SEMPRE!

Ou sobra-nos a alternativa da falsa segurança. Da botija que diz: “eu nasci assim”, “vou morrer assim”, sempre “botijela”.

Sem transformação!

“Meu negócio é SALÃO DE EXPOSIÇÃO!“ (rsrsrs)

“Eu quero ser vazo, não nas mãos do oleiro, eu quero ser vazo no ateliê da religião.”

Colocado como vazo na vitrine da moral.

“Quero ser como vazo das aparências.”

“Quero ser como aqueles para quem todos olham e dizem: ESTE CONTROLA A SUA PRÓPRIA VIDA, EU QUERO SER AQUELE SER INVEJÁVEL, PELA MINHA CAPACIDADE DE AUTO-DETERMINAÇÃO E DE FIXAÇÃO DE MEUS PRÓPRIOS IDEAIS.”



O caminho pode ser esse, onde você é o oleiro de você mesmo, e onde você é um vaso de auto-coletamento de orgasmo narcisista.

VASO NARCISO!

VASO ACABADO!

VOCÊ QUER SER UM CHINA? ONDE NÃO HÁ MAIS RETOQUES A FAZER!

MAS SE CAIR NO CHÃO E PARTIR, TAMBÉM NÃO HÁ CURA!



A escolha da gente é saber se a gente quer estar sempre no lugar da cura, ou se a gente quer ficar na nossa fixidez, no ambiente onde o que quebra não tem mais jeito.



Fora das mãos do Oleiro, o que quebra vira caco.



Na viagem da vida, até o último dia da minha existência, eu vou querer que o pedal do Oleiro não pare, movendo esta roda da vida sobre a qual eu estou. E eu pedirei a Ele que o barro do meu ser seja capaz de mudança ainda no último segundo de minha existência.

Que nada se fixe em mim.

O meu pedido a Ele, é que nada me remova dessa roda da graça e da misericórdia, a qual existe nas mãos do Oleiro.

E que eu jamais caia no engano das falsas seguranças, das botijas supostamente acabadas, vendidas nas vitrines das vaidades, e que não aceitam e não querem nenhum tipo de alteração, porque elas simplesmente dizem: “EU ME BASTO!”



QUAL A ESCOLHA QUE VOCÊ VAI FAZER?



A escolha por ficar nas mãos do Oleiro, a escolha pelo inacabado, pelo flexível, pelo maleável, a escolha pelo regenerável... Ou você vai fazer a escolha do fixo? Do definido, do acabado, do pintado, do estético, que já não tem mais nada a ser acrescentado, que está posto como um ídolo “imexível” em algum lugar de “reluzência” de engano!

Por que a vida, inevitavelmente, mostra, tanto para barros em processos, como para vasos acabados na presunção de terem sido terminados, que acidentes acontecem. Só que acidentes do lado de cá, acaba sendo uma contribuição na roda da mão do Oleiro para que tudo contribua para o bem do vaso que ama à Deus.

E do lado de lá vira farelo!

Não sobra nada!



Portanto, qual a escolha que você vai fazer?



Eu espero que você não se levante e diga :

_Forjemos plano contra o Caio! (rsrsrs)

_Quem é ele para dizer o que é certo! Quem é ele?



Você pode até dizer isso, mas saiba que esse Caio aqui é apenas um barro usado, gritando de dentro da roda! Feliz com as pedaladas! (rsrsrs) E não quero nunca está acabado! Porque, saiba, no dia em que eu disser que estou acabado, esse é o dia da minha morte!



QUAL A ESCOLHA QUE VOCÊ VAI FAZER?



É de aceitar e de buscar todo dia a revisão da consciência em fé, deixar o evangelho entrar em você, moldar você... A mão do oleiro formatando você todos os dias! E essa é uma tarefa de humildade existencial constante, porque humilde é aquele que aprende. Que se deixa moldar!

E esse é um caminho até o fim da vida!

Mas esse caminho da humildade traz dor. Ele implica em você dizer muitas vezes que estava errado. Ele implica em aceitar novas rotas.



QUAL O CAMINHO QUE VOCÊ VAI ESCOLHER, ENQUANTO A RODA ESTÁ GIRANDO, ENQUANTO A ÁGUA ESTÁ NA MASSA?



Enquanto o barro está nas mãos do Oleiro, qualquer distorção tem cura, mas se você disser: “EU NÃO QUERO AS MÃOS DO OLEIRO”, “EU NÃO QUERO A GRAÇA”, “EU NÃO QUERO ARREPENDIMENTO”, “EU NÃO QUERO CONSCIÊNCIA”, “EU NÃO QUERO CONVERSÃO”, “EU NÃO QUERO CRESCER”, “ESTÁ BOM ESTE TETO”, “É ASSIM QUE EU ME SATISFAÇO”, “EU ME BASTO AQUI”, “QUALQUER MUDANÇA OU AVENTURA PODEM ME LEVAR PARA UM LUGAR DE INSEGURANÇA E EU ADORO SABER QUE EU ESTOU FIXADO E DAQUI NINGUÉM ME TIRA!”.

Se esse for o seu caminho, se essa for a sua escolha, meu amigo, vire malabarista, mas a vida não vai deixar, porque as sacudidas que vêm, tanto desmancha barros maleáveis como quebram botijas que não têm mais consertos. E a única coisa que faz diferença é ONDE VOCÊ ESTÁ?



NA AUTONOMIA DAS PRATELEIRAS DA SUA PRÓPRIA ARROGÂNCIA, OU RODANDO NA GRAÇA DE DEUS MALEAVELMENTE NAS MÃOS DO OLEIRO ONDE TUDO PODE SER REFEITO.



ESCOLHA VOCÊ CONFORME A SUA CONSCIÊNCIA.



E ESCOLHA CONFORME A VIDA.







ORAÇÃO FINAL:



Que o Senhor eterno, Deus que é

Que está acima de todo pensamento e reflexão

explicação, teologia, sabedoria

ou qualquer que seja a viagem humana...

Que o Deus único, vivo e verdadeiro



Que não é encontrado, se não se revela



e que tem se revelado abundantemente a todos nós

pelo seu Espírito.

Ao Deus de todos os homens

Ao Deus de toda graça

Ao Deus de toda Terra

A Ele, em quem tudo subsiste

E de quem tudo se origina

Seja a honra, a glória e o louvor

pelos séculos dos séculos.

Que o Espírito dEle nos encha de vida

e de disposição de sermos apenas material molhado e maleável

nas mãos do amor de Deus



Em nome de Jesus



Hoje e sempre



Amém.



Caio Fábio

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14 Outubro 2009

DOCUMENTÁRIO - A ÚLTIMA HORA

Documentário from Moisés on Vimeo.


Seca. Fome. Inundação. Temporais. Furacões. Chuva ácida. As mais altas temperaturas já registradas na história. As catástrofes aparecem nas reportagens como se fossem incidentes isolados. Serão mesmo incidentes isolados ou partes de um quebra-cabeça mais amplo, que pode ser uma armadilha para o futuro da humanidade?


Na história do planeta, a permanência do homem na Terra é breve, porém impactante. O impulso humano para garantir a própria sobrevivência e sua qualidade de vida revolucionou a indústria, a ciência, a nutrição e a medicina. Mas também provocou alterações sem precedentes no frágil equilíbrio que torna possível a vida na Terra. Fechou-se o cerco em torno do planeta Terra, formado por oceanos e florestas que produzem oxigênio, absorvem dióxido de carbono, determinam o clima e a temperatura.

A alquimia natural do efeito estufa, que possibilita a vida, foi potencializada pelas substâncias químicas provenientes dos canos de descarga e fumaça das chaminés das fábricas. Cada caminhão carregado de produtos gera muitos outros carregados de lixo.
Os mares recebem mercúrio, metais pesados e substâncias químicas. As matas desaparecem aos poucos, os desertos se ampliam, o gelo ártico derrete. O permafrost, solo congelado da região ártica, começa a rachar. A Terra está cada vez mais quente. Desde que um meteoro atingiu o planeta, há 55 milhões de anos, nunca antes tantas formas de vida foram extintas.

Será que essas alterações na Terra são permanentes?
Ou são peças de um quebra-cabeça que, se forem interligadas, revelarão uma história mais ampla, que precisa ser contada, a história humana, que leva em consideração quem somos e em que pé está nosso relacionamento com este planeta, nosso único lar? Estamos na era do meio ambiente, queiramos ou não.

Narrado por Leonardo DiCaprio, produzido por DiCaprio, Leila Conners Petersen, Chuck Castleberry e Brian Gerber, com roteiro e direção de Leila Conners Petersen e Nadia Conners, A Última Hora descreve aquele último momento em que ainda é possível mudar. O filme explora o modo como a humanidade chegou até aqui: como vivemos, o impacto que provocamos sobre o ecossistema, e o que podemos fazer para mudar este quadro.

O filme apresenta diálogos com especialistas do mundo inteiro, incluindo o antigo primeiro-ministro soviético Mikhail Gorbachev, o cientista Stephen Hawking, o homem que chefiou a CIA, R. James Woolsey, e autoridades em projetos de sustentabilidade como William McDonough e Bruce Mau, além de mais de 50 cientistas, pensadores e líderes, que apresentam fatos e discutem os principais temas com que hoje se defronta nosso planeta.

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