Efésios Cap 1 (Texto de Ariovaldo Ramos)
1 Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, aos santos que estão em Éfeso, e fiéis em Cristo Jesus:
Nada como saber quem é. Nada como saber com quem fala. Jesus revela a identidade estabelecida por Deus.
Apóstolo é missionário. Santo é gente com dedicação exclusiva. Fiel é quem vive pelo que acredita.
Nada como saber que a gente o é não pelo que faz, mas pelo lugar em que está. Estar em Jesus, o Ungido para nos salvar, é ser tornado gente com dedicação exclusiva a Deus, e gente que tem o que crê, o que fazer, e que não se enxerga mais de outra forma.
2 Graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
Nada como saber o que Deus tem para nós: favor que a gente não merece e paz que a gente sabe, mas não compreende.
Nada como saber que Jesus, o Ungido, onde estamos, manda em tudo e tudo pode.
3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestes em Cristo;
Nada como saber que tudo o que a gente precisa, para ter identidade plena, nos foi dado em Jesus, não porque a gente fez por merecer, mas porque a gente foi posto no lugar certo, ou melhor, na pessoa certa.
É como relacionamento: a gente não ama o perfeito, ama o que invadiu o nosso coração, todo relacionamento é afetivo, mesmo quando não parece, tratamos todos a partir do lugar que ele ocupa em nosso coração, mesmo o absolutamente estranho, pois, ainda que como conceito, ele ocupa um lugar em nossa afeição: respeitar é ter afeição, ainda que mínima, pelo com quem nos relacionamos, ainda que seja pelo que a pessoa significa.
Nada como saber que estamos no lugar da afeição plena de Jesus. Isto é que faz toda a diferença em nós, e que nos faz totalmente diferentes.
Essa foi o favor que Deus, o Pai de Jesus Cristo, em quem estamos e de quem somos. Falemos bem de Deus, como os querubins que Isaías viu e descreveu no capítulo 6 de seu livro.
4 como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;
Nada como saber que quem está ou estará no Cristo, já estava antes! E já estava para ser! E foi colocado no Cristo para ter identidade. Para ser reconhecido, por ele, como gente totalmente dedicada a ele, e, em quem, ele não teria o que censurar, por causa da forma como amaria. Caímos, nos perdemos, mas não fomos perdidos.
Ser gente totalmente dedicada a ele é ser gente que ama como ele ama, sem considerar a presença, ou a ausência de mérito na pessoa amada, e, mais, onde amor é afeição, de tal monta, que, necessariamente, inclui o sacrifício pelo ser amado.
5 e nos predestinou para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade,
Nada como saber que estávamos para vir a ser, e para um relacionamento familiar. Deus nos quis como filhos, antes que o quiséssemos como Pai. E somos filhos de quem sempre quis ser nosso Pai.
6 para o louvor da glória da sua graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado;
Nada como saber que Deus nos vê como o prémio que o seu favor a nós conquistou para ele. Favor que nos foi trazido, independentemente de nossos méritos, por aquele que agora amamos.
7 em quem temos a redenção pelo seu sangue, a redenção dos nossos delitos, segundo as riquezas da sua graça,
Nada como saber que todas as possibilidades do favor do Pai, foram manifestas na redenção que o Cristo nos proporcionou. Tudo o que a gente é e fez de errado, demonstrava que Deus havia perdido a gente, mas o favor, que Deus nos fez, à custa do ato do Ungido, foi o de nos adquirir de novo para ele.
Nada como saber que o Cristo é a encarnação do favor do Pai.
8 que ele fez abundar para conosco em toda a sabedoria e prudência,
Nada como saber que todos os movimentos do Cristo, todo o seu percurso para chegar e para fazer o que veio para fazer, principalmente, no que tange a forma como o Ungido veio: como homem humilde, faz parte de um plano executado com a sabedoria que sabe o melhor momento para cada ação, e a ação para cada momento.
Nada como saber que Deus respeitou o arbítrio sem perder o propósito.
9 fazendo-nos conhecer o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que nele propôs
Nada como saber o que Deus quer, e que, Deus, o quer por prazer! Deus age por um prazer que quis ter.
10 para a dispensação da plenitude dos tempos, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra,
Nada como saber que o prazer do Pai, é, no seu devido tempo, fazer com tudo o que exista tenha o Ungido como seu centro, e propósito, e senhor.
11 nele, digo, no qual também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade,
Nada como saber, que estar no Cristo é ser o que o Pai vai receber por direito, e que fomos, antes de sermos, antes de existirmos, destinados para ser a herança que o Pai receberia, e que isso era o propósito do Pai, e que, para isso, o Pai nos pôs no Cristo, antes de tudo, e que assim é porque o Pai decidiu que assim seria. Antes de tudo o Pai decidiu que seríamos dele: os que estão e os que estarão no Cristo, no Ungido.
12 com o fim de sermos para o louvor da sua glória, nós, os que antes havíamos esperado em Cristo;
Os judeus foram os primeiros, como etnia, a receber esse conhecimento, e entender a sua identidade e propósito.
13 no qual também vós, tendo ouvido a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, e tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa,
Os não judeus, à medida que ouvem as boas notícias da salvação, e crêem, recebem a mesma consciência de sua identidade e propósito, e o que o demonstra é o fato de receberem o mesmo derramamento, que os judeus, como etnia, receberam no Pentecostes, o batismo do Espírito Santo.
14 o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para o louvor da sua glória.
Nada como saber, que a presença do Espírito Santo em nós é a certeza de que, também, estávamos no Cristo desde antes da fundação do mundo, e que receberemos a mesma herança prometida aos judeus, e a herança que receberemos é o privilégio de ser parte da herança que o Pai receberá, como prémio por sua bondade.
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05 Fevereiro 2010
EFÉSIOS 1
28 Janeiro 2010
ESTAÇÃO FL - AVISOS JAN/FEV (email)
Queridos amigos, graça e paz!
Hoje no Convivência começaremos nosso estudo do evangelho à partir do livro "Sem Barganhas Com Deus" do Pr. Caio (anexo).
É um livro essencial para quem acolheu a pregação do evangelho conforme o Caminho da Graça o apresenta. O livro trata da des-construção da Teologia Moral de Causa-e-Efeito, ou seja, tudo o que de religião ainda existe em nós como pensamento e prática. Por esse motivo, além de ser rico em ensino do evangelho e nos ajudar a discernir a Palavra, é um livro profundamente devocional e fará um bem danado para a sua alma.
São 13 capítulos, uma introdução e uma conclusão, que tentaremos resumir em 16 sessões de estudo/bate-papo, para terminar na segunda quinzena de Maio. Se você tiver condições, recomendo que leia os capítulo antes de nossos papos; não são muito volumosos e penso que podem ser lidos em menos de 30 minutos. Creio que esse estudo/bate-papo irá nos enriquecer muito e fortalecer aquilo que da Graça e da sua consciência já exista em nós.
Também creio que esse estudo será uma ótima oportunidade para convidarmos amigos e conhecidos para ouvirem a mensagem do evangelho e a explanação de suas implicações pra nós hoje.
Não se esqueça de trazer sua Bíblia e uma caneta ou lápiz, se desejar, para fazer anotações.
Além disso, no domingo que vem, continuaremos nossa excursão da carta (que é tão mais do que uma carta) de Paulo aos Efésios. Se quiser vir com o coração preparado para o encontro, recomendo que leia, uma vez por dia, os capítulos 1 e 2 de Efésios pelo restante da semana; leva só uns dez minutinhos e irá preparar a sua mente e espírito para continuarmos explorando o evangelho na ótica de Paulo.
Também quero lembrar antecipadamente que, no dia 13 de Fevereiro, a partir das 20hs, teremos uma festinha em comemoração do Valentine's Day na casa da Celia e do Mazinho. Pedimos que cada um leve um tira gosto ou uma sobremesa para enriquecer a mesa.
Última coisa: o Caminho Homem de Fevereiro foi empurrado para o sábado do dia 27, mas nas próximas reuniões teremos maiores detalhes.
Por enquanto é só, minha gente!
Espero que todos estejam sendo tão fortalecidos, enriquecidos e transformados pela nossa caminhada comunitária quanto eu tenho sido!
Nos vemos em breve.
Em Cristo,
Jota
PS: Quem ainda não assistiu o vídeo da mensagem do Caio à Estação de Vila Velha, por favor tire um tempinho antes do domingo para assistir no nosso blog: http://caminhoflorida.
PSS: Para tirar dúvidas, a agenda (atualizadérrima) está em anexo e também pode ser vista online (http://agendacaminhofl.
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24 Janeiro 2010
ANGUSTIA, MEDO, DEPRESSÃO…- uma única resposta a muitas cartas…
As pessoas andam com muito medo…
E pior: pelo medo e pelo pânico [...] muitos caem em estado de timidez mórbida, sem saberem bem o que lhes está acontecendo...
Outros dizem ter perdido o interesse pela vida...
Cresce aqui em minha caixa postal o numero dos deprimidos que não sabem que estão profundamente deprimidos...
Sim! Muitos apenas dizem que perderam a vontade de tudo...; e não sabem que tal falta de vontade de tudo é depressão...
Há muitos que me escrevem deprimidos também em razão do ministério pastoral... Dizem que querem pregar apenas o Evangelho, mas que se desanimam ao verem que o povo quer seguir as miragens e as fantasias ditas em nome das doutrinas de vanglória “evangélica”...
Existem também aqueles que tentam dar um toque bíblico/existencial ao que sentem; e, assim, identificam-se com o Eclesiastes de Salomão; embora, de fato, estejam mesmo tristemente deprimidos...
Há um déficit de esperança na alma humana e que só tende a crescer com esses tempos...
Aquele poço de “híbridos” da angustia descrito no Livro do Apocalipse parece dar seus primeiros sinais de que está para ser destampado...
Nesse tempo se diz que os homens desejarão morrer, mas que a morte fugiria deles...
A salvação em tal tempo é ter o selo do Cordeiro na fronte; ou seja: na mente.
Todavia, entre os cristãos, a mente está em estado de morte, tamanha é a certeza intrínseca da catástrofe, enquanto a mente tem que confessar “palavras de vitória” irreal...
Jesus disse que um dos sinais dos tempos finais seria o fato de que os homens desmaiariam de terror e medo ante as coisas que estariam para acontecer na Terra.
Pois bem, este tempo chegou... Não chegou ainda em sua plenitude, mas já nos deixa perceber seus contornos de angustia...
Agora mais do que nunca se estabelecerá a diferença entre Evangelho e Cristianismo...
Os filhos da Religião Cristã que não tiverem Evangelho na alma [...], ficarão caídos, desesperançados e sem rumo na existência...
Os filhos do Evangelho, todavia, permanecerão firmes na esperança eterna; e, assim, passarão por tudo olhando para o alto, de onde vem a sua salvação!...
Dentro de pouco tempo a desesperança, o medo e a angustia invadirão o ambiente do Cristianismo como Religião praticada em nome de Jesus...
Ora, a força de tal invasão será tão avassaladora que se verá muitos “cristãos” buscando a morte...
Hoje já me assusta a quantidade de pessoas que me escrevem desejosas de saberem se um suicídio não resolveria a situação de angustia de suas almas...
São tantas as cartas que nem as publico, temendo que o tema vire um surto...
Não é mais hora de brincar de Deus e nem de Evangelho!...
Quem desejar viver e sobreviver em nossos tempos terá que ter mais que religião nas crenças da vida; e terá que possuir e ser possuído pela genuína esperança que só se encontra no Evangelho vivido, crido e praticado.
Quem achar que basta continuar a vida no estado de pulação irreflexiva proposto pela “igreja das fantasias” [...]— esse cairá em profunda depressão tão logo o cansaço dos muitos e nervosos pulos lhe alcançarem o espírito...
Gente! É hora de ter Jesus vivo no coração, e não nas pulações gospel/aeróbicas dos cultos vazios da “igreja”...
O povo que vive de modo ainda bem primitivo poderá se distrair com as “curas” dos Erre/Erre/Só/Ares [R.Rs.] e dos Valdomiros [...] por um tempo mais... Porém, em breve, tudo o que hoje eles dizem e que ainda anima o povo, perderá o sentido ante as demandas reais da existência...
AGORA chegou o tempo de se ver quem carrega o carnegão do Evangelho no coração e quem apenas vive de pulação e distração gospel...
Olhe para você mesmo e não desvie as razões de sua angustia e depressão para fora de você mesmo; pois, de fato, é em você que a desesperança habita...
E não se engane dizendo: “Ah! Eu sou de Jesus!... Como posso viver tão sem alegria de ser?”...
Sim! Pare com tal engano... Afinal, ser de Jesus é ter Jesus...; ao invés de apenas ser membro de um clube viciado e semi-mafioso...
Agora é a Hora!...
Quem for de Jesus e do Evangelho suportará!...
Quem for apenas da Religião sucumbirá!...
É assim que é!...
É assim que cada vez mais será!...
Nele, em nome de Quem digo o que digo,
Caio
24 de janeiro de 2010
Lago Norte
Brasília
DF
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22 Janeiro 2010
Introdução ao Caminho da Graça: O que é e o que cremos
O Caminho da Graça from Joel Costa on Vimeo.
Mensagem ministrada pelo Pastor Caio à Estação de Vila Velha
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18 Janeiro 2010
O PÃO DE CRISTO! - UMA CONVOCAÇÃO...
Estou profundamente comovido com a necessidade de que, nesse tempo nosso de tragédias, crises e frustrações, o pão da vida seja não só a nossa fonte primária de força e nutrição, mas que seja espalhado por nossas mãos e cresça à partir de nós para alcançar, sutil e subversivamente, direta ou indiretamente, tanto os que nos rodeiam quanto os que estão distantes.
Minha única esperança e oração quanto ao movimento do Caminho a partir da Estação Flórida em 2010, é que possamos de tal forma promover e fomentar em cada um a consciência profunda e inabalável do Evangelho e suas implicações, que cada caminhante venha a se tornar um ser-pão, a ser abençoado, quebrado e distribuído por Deus, segundo a Sua graça e bondande para com todos.
Nesse sentido, nossa operação tem mais em comum com uma padaria do que com uma igreja evangélica. O padeiro não é nenhum pastor senão o próprio Bom Pastor Jesus, que através do seu Santo Espírito nos permeia com o fermento do Reino e nos espalha, como pães vivos, para o alimento de todo aquele que tem fome de verdade, sentido, justiça, amor e descanso.
Nesse ano que se inicia, para o mundo já em tragédia e melancolia, meu coração roga ao Senhor que nos conceda, a cada um de nós, a coragem de saltarmos de cabeça, com confiança plena na Palavra viva e eficaz, no caos e no desânimo que nos rodeia, a fim de anunciarmos a única boa notícia que resta aos homens - Deus, em Cristo, de uma vez e por todas, nos reconciliou consigo mesmo! Deus é amor! Jesus é Senhor e Rei! Tudo está sendo trazido debaixo do Seu domínio eterno! O Senhor está executando o que propusera em Cristo, "de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra"!
O anúncio é de um novo tempo, um tempo marcado de forma indelével pela resurreição de Cristo; pela vitória sobre a morte e o pecado; pela formação de uma nova identidade humana - um novo jeito de ser gente e de ser sociedade; um novo jeito de olhar para o próximo, de olhar para Deus, e de encarar a vida.
Foi dada a largada: o Reino de Deus chegou (!), e os filhos da luz estão comissionados a, indo, anunciarem ao mundo que Deus em Cristo bradou definitivamente à humanidade alienada: Vinde a mim! Vinde o cansado e o oprimido! Vinde o rico e o pobre! Vinde o grande e o pequeno! Vinde sem dinheiro e sem pretensão! Vinde e vede que o Senhor é Bom, e que Sua misericórida é para sempre! Vinde e provai o pão da vida, comam e fartem-se, pois a comida é abundante! Vinde e deleitai-vos, pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve! Vinde e tereis vida abundante e paz sem igual!
Peço à Deus que nos imparte de tal forma a convicção do Caminho, a Verdade e a Vida; e que de tal forma nos encha de gratidão, compaixão e misericórdia; e que de tal forma transforme as inclinações dos nossos corações; e que de tal forma seja radical o nosso compromisso com a verdade, a singeleza e a simplicidade profunda do evangelho...; que comece a surgir no estado da Flórida, gente e mais gente que serve a Deus por nada; gente que serve a Deus por Deus; gente que tem como maior recompensa o conhecimento de Deus, não como proposta teológica ou possibilade filosófica, mas como experiência e encontro existencial; gente que ama de graça, pela graça, cheia de graça; gente que se converte todos os dias ao Caminho de Jesus; gente que perdeu o medo de Deus, o medo dos homens, o medo da vida e o medo da morte; gente que sabe e vive como se soubesse, que pouco é necessário, ou mesmo, uma só coisa!
É essa a minha única ambição com relação à proliferação do Caminho na Flórida e nos EUA - que o Caminho cresça nos corações, se espalhe de casa em casa, e seja o árbitro e o elo entre as pessoas que foram invadidas pela revelação de Deus.
Assim como fez na última ceia com os seus discípulos, creio ouvir em meu coração a voz do Senhor dizendo ao mundo acerca de nós, sua Igreja: "Tomai, comei, isto é o meu corpo, que é partido por vós."
Que o Pai continue nos quebrando com suas mãos tenras e carinhosas, pois só assim poderemos ser distribuídos em seu nome para benefício do mundo.
Que as chamas dessa visão ardam em nossos corações.
De joelhos, pedindo a Deus que assim seja,
Jota
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15 Janeiro 2010
PROCURAM-SE ANTI-HERÓIS
Há alguns anos, Lance Morrow escreveu na revista “Time” que “ser famoso é, entre as ambições humanas, a mais universal. Quem, a não ser monges e freiras, se contenta com a simples atenção de Deus? Quem busca ser obscuro na vida? Em nossa sociedade, ser obscuro é ser fracassado”.
Realmente, o mundo está lotado de gente correndo pelos primeiros lugares. Já se disse que quem chega em segundo não é vice, apenas o primeiro entre perdedores. Somos seduzidos pelas luzes e holofotes feito mariposas. O Ocidente alimenta o sonho do heroísmo; a modernidade, calcada na ideia do progresso, acena que a felicidade depende de conquistas; e a espiritualidade que se difundiu no hemisfério sacraliza ideais ufanistas.
Especialistas em planejamento estratégico, gurus em autoajuda e neurolinguistas repetem a fórmula da eficiência, competência, excelência, como estradas para o sucesso. A vida se transforma em uma guerra na qual os mais fortes sobrevivem. O esforço de ser campeão cria a necessidade de suplantar os outros. Importa conquistar o pódio dos grandes ídolos. Os menos hábeis que pelejem para não serem extintos.
Será que anônimos, gente simples, que jamais ganharão um Prêmio Nobel, merecem o desprezo que sofrem? Devem ser tratados como fracassados aqueles que nunca serão manchete de jornal? A indústria do espetáculo torna difícil acreditar que muita gente leve uma vida bonita sem as luzes da ribalta.
A cosmovisão moderna foi criticada em “Crime e Castigo”, de Dostoievsk Raskólnikov, personagem principal, classifica a humanidade em seres “ordinários” e “extraordinários”. Para justificar um assassinato, ele afirma que os “ordinários” são as pessoas que vivem uma vida despretensiosa, sem grandes desdobramentos para a macro-história. Esses podem ser sacrificados pelos “extraordinários”, que são os responsáveis pela condução da história. Impressionado por Napoleão ter derramado tanto sangue e mesmo assim ter sido perdoado pela história, Raskólnikov se comporta como uma pessoa “extraordinária” e assassina duas vidas.
O mundo, entretanto, não precisa de heróis, mas de anti-heróis. Gente que ame a discrição mais que o espalhafato, que valorize a intimidade relacional mais que a superficialidade, que veja beleza na candura mais que na sofisticação e que não fuja de sua fragilidade humana. O desabafo de Fernando Pessoa em “Poema em Linha Reta” merece ser mencionado: “Quem me dera ouvir de alguém a voz humana/ Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;/ Que contasse, não uma violência, mas uma covardia!/ Não, são todos o Ideal, se os ouço e me falam./ Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?/ Ó príncipes, meus irmãos,/ Arre, estou farto de semideuses!/ Onde é que há gente no mundo?”.
O evangelho não incentiva a busca do sucesso. Jesus, discretíssimo, jamais aceitou a lógica do triunfo. Ele exerceu o seu ministério nos confins da Galileia e não em Jerusalém; escolheu pescadores rudes como discípulos; priorizou alcançar marginalizados, pobres e esquecidos. Não cedeu ao apelo de ir para Atenas, mas foi para Jerusalém morrer. A lenta transformação do cristianismo em um sistema religioso com heróis de renome, ícones aplaudidos e mitos idealizados não tem nada a ver com o projeto inicial do carpinteiro de Nazaré.
Cristianismo não é espetáculo. Nem sequer louvor significa show. Não se pode confundir profeta com animador de auditório nem evangelista com mascate. Púlpito não pode virar palco; nem sacristia, camarim. Esperança não se vende, nem milagre deve ser trampolim para a glória.
Paulo afirma em 1 Coríntios 4 que os líderes se consideram como despenseiros dos mistérios de Deus, e dos despenseiros requer-se tão-somente que sejam fiéis. Deus não premia sucesso, e sim integridade. Mulheres e homens anônimos, que trabalharam a vida inteira em asilos, comunidades indígenas, orfanatos, favelas, centros de reabilitação de alcoólicos, não malograram; pelo contrário, estes são os que a epístola aos Hebreus descreve como aqueles dos quais “o mundo não é digno”. Eles são sal da terra e luz do mundo. Nunca a fé cristã dependeu tanto desses anônimos que seguem os passos de Jesus.
Soli Deo Gloria
Ricardo Gondim
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09 Janeiro 2010
ELES NÃO FALAM EM OUTRAS LÍNGUAS E NÃO ENTEDEM LINGUAGEM ALGUMA...
Aquilo que dia a dia mais me fascina na presente existência é justamente sua multiformidade; ou seja: sua total impossibilidade de ser percebida por um olhar ou apenas por um modo único de olhar a vida.
Por isto me interesso por tudo... Tento me pôr a par de tudo... Examino todas as coisas... E, assim, à Luz do Absoluto do Evangelho, depois de a tudo ver sem medo, retenho o que seja bom; ou seja: guardo de tudo [...] aquilo que se coerentiza com o fluxo do que Jesus chama Vida.
Para isto, no entanto, duas coisas são essenciais: a primeira é ter Jesus como Chave Interpretativa para Tudo na Existência; e a segunda coisa é não temer aproveitar nada que seja coerente, sensato e verdadeiro [...] apenas porque tal coisa não tenha sido explicitamente afirmada pelo Evangelho, embora mantenha sua coerência com o ensino e o espírito de Jesus.
Ora, a dificuldade de tal tarefa para os crentes é que na maioria das vezes, sem que um texto, uma descoberta ou um ensino não venham a se utilizar das terminologias “teológicas ou bíblicas” — as quais para os crentes religiosos são aquilo que designa a “verdade”; ou seja: a terminologia bíblia ou teológico/cristã é também a “Verdade” do ponto de sentir dos crentes... — são considerados heréticos pelos “cristãos” apenas em razão do vernáculo, e não do conteúdo.
Na verdade crente não sabe interpretar!...
Ou ele [o crente] ouve tudo conforme a linguagem do gueto, que é sempre a linguagem da seita [...]; ou seja: que diz dogmas que nada explicam, mas dão a sensação de continuidade e coerência aos ouvidos dos que apenas ouvem letras e nunca discernem o espírito da palavra dita e ouvida —; ou, quando assim não seja [...], então, eles [os crentes] rejeitam a mais cristalina Verdade de Deus apenas porque foi dita com palavras não usadas no gueto, ou foi expressa por um código de conhecimento científico, filosófico ou psicológico que no gueto não seja utilizado [...]; ou ainda: porque no gueto não se prepara ninguém nem para entender as Escrituras e o Evangelho, quanto mais para entender e interpretar a Verdade dita com palavras “pagãs” ou por mensageiros “não autorizados” em razão de não serem “cristãos” [...]; ou então por não falarem a nossa língua estranha de comunicação religiosa alienada.
Desse modo o “crente” só considera de Deus aquilo que se declare de Deus; e, por tal razão [...] o crente também não enxerga Deus onde de Deus não se fale ou não se use nada que tenha sido “consagrado” como palavreado de Deus entre os homens...
Esta foi a razão pela qual Jesus fez tanta questão de usar uma linguagem que não se conhecia...
“Por que não entendeis a minha linguagem?” — indagava Ele [...] enquanto falava a língua mais popular de Seus dias em Israel; posto que os Seus ouvintes entendessem o aramaico, mas ainda assim não compreendessem a linguagem de Jesus.
Leia: VOCÊ COMPREENDE A LINGUAGEM DE JESUS?
Meu exercício diário é entender as pessoas, os espíritos, as essências, posto que sejam essas coisas que correspondam à realidade ou à verdade do que esteja sendo dito; ainda que a linguagem ou os modos sejam diferentes dos códigos aos quais meus ouvidos tenham se habituado entender de modo relacionado às coisas de Deus.
Discernimento de espíritos e de essências é a verdadeira compreensão da linguagem de cada um, independentemente do que a pessoa fale ou de como diga o que diz.
Às vezes vejo a reação das pessoas a algo que esteja sendo dito, com verdade, embora com uma linguagem que em geral não invólucra a terminologia “cristã”... Na maioria das vezes as pessoas balançam a cabeça, ou fazem muxoxos, ou recriminam [...] — e isto apenas porque ouvem letras feitas sons, mas não ouvem a palavra, o conteúdo, a essência, o dito...
A forma mais sutil de idolatria é aquela que se vincula às palavras!
Sim! Não se faz ídolos de barro ou de pedra, mas de palavras, de letras, de formas de dizer e de nomenclaturas oficiais...
A grande idolatria dos Monoteístas é a idolatria das letras e das doutrinas fixas em terminologias mais santas que a Verdade.
Foi em razão da Idolatria à Torá [ou seja: das “Escrituras”] que Jesus não foi discernido e nem compreendido; posto que o culto a forma do dizer fosse mais importante do que o que Jesus dissesse e o que Ele fizesse como prova do amor de Deus.
Assim, foi e é o culto à palavra como imagem, como forma, como modo e como letra [...], justamente aquilo que mais impede as pessoas de discernirem a Palavra fora da Escritura ou do ambiente religioso e teológico.
Quem, todavia, não entende isto, jamais estará pronto para viver a compreensão da verdade nas linguagens mais estranhas deste mundo...
A ironia é que o “Pentecoste” dos crentes faz com que “falem em outras línguas”, mas não se façam jamais entender; ou, quando se fazem entender [...] mostram eles mesmos que nada entenderam do que ensinam e divulgam; ou, ainda, demonstram que existem para falar o que não compreendem, enquanto eles próprios não conseguem entender ou interpretar nada [...]; posto que o “Cristianismo” tenha se tornado uma religião sem interpretação [...], tamanha é a sua incapacidade de entender linguagens...
Um “Pentecoste” que nos faça falar em outras línguas, mas que não nos capacite a entender muitas linguagens, não é o Pentecoste, sendo apenas mais uma terminologia de seita gerar a presunção de algo que não se compreende...
O verdadeiro Pentecoste faz falar em outras línguas, tanto quanto nos faz entender todas as linguagens humanas; posto que o verdadeiro Pentecoste não seja um fenômeno “lingüístico”, mas sim um fenômeno de discernimento, encontro e compreensão do que a vida diz, não do que os indivíduos falem; posto que o que dizem sempre vem carregado do que eu não sou; sendo, portanto, essencial que eu transcenda as formas e me vincule aos espíritos a fim de discernir o que me dizem [...] pelo que são, e não pelo que apenas falem.
Pense nisso!
Caio
9 de janeiro de 2010
Lago Norte
Brasília
DF
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05 Janeiro 2010
INFORMATIVO ESTAÇÃO FLÓRIDA
Amados amigos caminhantes da Flórida: Graça e Paz em Cristo Jesus!
ATENÇÃO: ANOTE E DIVULGUE POR FAVOR!
1) A partir do dia 7, próxima quinta-feira, voltaremos á frequência regular de reuniões Convivência. Os convidamos a virem se reunir conosco, nessa quinta, na casa do Jota (561-929-3968) a partir das 20hs.
2) Próximo sábado, dia 9 de Janeiro, começamos as reuniões bi-mestrais do Caminho Mulher! O primeiro encontro se dará na casa da Eumara (954-696-8304) a partir das 20hs. Não perca esse momento bom de comunhão e edificação mútua no espírito do Evangelho!
3) Próximo domingo, dia 10, teremos o nosso Encontro Comunitário no salão à partir das 19hs, como de costume.
4) Lembramos também, da necessidade que temos da sua “co-laboração” para manter tudo o que existe de bom no Caminho, que é a Palavra do Evangelho. Você pode contribuir em qualquer uma de nossas reuniões ou na seguinte conta-corrente:
Wachovia
Caminho da Graca Estacao Florida Inc
2000029295166
Contamos com sua oração e com sua divulgação.
Em Cristo Jesus, nosso Senhor,
Jota
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31 Dezembro 2009
SOBRE A FALÊNCIA DO CRISTIANISMO E DAS DOUTRINAS...
Assim como a vida é mais do que o alimento e o corpo mais do que as vestes, do mesmo modo o Evangelho é mais do que Doutrinas e o Corpo de Cristo é mais do que qualquer Vestimenta Institucional que o pretenda vestir ou até mesmo agasalhar!
As Doutrinas são reflexos de um tempo e de uma geração. Por isto, em Jesus, nos Evangelhos, “doutrina” não significa o que o termo significa para nós. Para Jesus, nos evangelhos, doutrina era a pratica simples dos ensinos Dele; conforme se vê em João 7:14-17.
No mais se fala de doutrina nos evangelhos como um termo que procedeu da boca do povo, impressionado com os feitos de Jesus, acompanhado das palavras simples que Ele dizia.
Em Paulo doutrina é sinônimo de ensino do Evangelho conforme os Apóstolos.
Sim! Do jeito que está no Novo Testamento. Portanto, bem antes da Confraria de Nicéia se reunir sob a unção de Constantino.
Também em Paulo “outra doutrina” equivale a “outro evangelho”.
Portanto, “doutrina” não era um pedaço sistematizado da verdade de Deus, mas a própria e integral revelação, conforme Jesus, simplesmente como Evangelho.
Sim, e o que passar disto já é “outra coisa”.
Já o Corpo de Cristo é um Ente indefinível, não tendo no ajuntamento dos discípulos sua fronteira ou lugar de afirmação de quem seja quem.
Só Jesus conhece Seu próprio Corpo!
Nem os anjos...
Nem o diabo...
O dia da separação do joio do trigo será surpresa para o diabo também!...
E mais: os anjos farão a separação entre joio e trigo sob supervisão de Quem sabe; pois anjo algum jamais conheceu os mistérios que envolvem a relação de Deus com a criatura humana.
Dizendo isto afirmo que não estou nem um pouco preocupado com a falência global do Cristianismo, que, para mim, nunca foi alimento, tendo sido no máximo uma vestimenta histórica.
Ora, se o Cristianismo jamais me foi Alimento, Vida então é que nunca foi!...
Não foi Alimento, tanto quanto jamais me definiu Limites para o Corpo de Cristo.
Sim, desde a minha infância na fé, quando já cria que os de Cristo — todos eles, os que sabem de Jesus e os que são de Cristo sem nunca terem ouvido falar o nome Dele — são parte do Corpo de Cristo.
Por isto também jamais vi o Cristianismo como o lugar exclusivo dos de Deus. Sim, em tempo algum de minha caminhada nesses quase quarenta anos pregando a Palavra eu cri de outro modo.
Por isto, para mim, a falência do Cristianismo é falência de algo falível e feito para acabar mesmo; sendo que minha admiração é que tenha durado tanto tempo...
Amo o Cristianismo tanto quanto amaria mais o saleiro do que o sal se estivesse numa ilha deserta. Só brincando!...
Minha vida é mais do que o que eu como. Portanto, meu ser é mais do que o alimento da cultura cristã na qual nasci, mas que não é a Vida, sendo apenas o alimento cultural...
Além disso, meu corpo é mais do que a vestimenta cristã que o tem vestido pela circunstancialidade de eu viver no Acido-ente Ocidente da Terra.
Eu poderia perfeitamente andar se saião sem crise alguma, com um belo turbante na cabeça. Sim, meu corpo trocaria os jeans pelo saião sem queixa contra a Vida.
O meu corpo existe no ambiente natural apenas quando anda nu; pois foi assim que eu nasci.
Ora, quando o Corpo perde a Veste que antes supunha cobrir-lhe [...], nada de mais acontece; pois, afinal, o Corpo nasceu nu na fé simples na Ressurreição; as vestes de “doutrinas humanas” já foram as folhas de Figueira oferecidas pelo Imperador Constantino.
Assim, quanto menos saleiro e mais sal na Terra, quanto menos vestes e mais Corpo, quanto menos receitas de alimentos e mais Vida simples, mais poder haverá no cumprimento da missão dos discípulos conscientes de seu lugar/missional e existencial neste mundo.
Para que isto aconteça de modo revolucionário, todavia, não precisamos de nada além do Tudo/Nada do Evangelho: uma Cruz vazia, uma Tumba Oca, e o Trono Cheio de Glória no qual Jesus está.
O que passar disso é necrofilia fetichista; e surtada particularmente na idéia de uma relação eternamente conjugal com um defunto chamado Constantino.
Vivam os tempos de sal sem saleiro!
Vivam os tempos do Corpo sem vestes!
Vivam os tempos do Pão sem receitas!
Bem-aventurado seja aquele que entender!
Sei que é Nele que digo o que digo,
Caio
30 de dezembro de 2009
Lago Norte
Brasília
DF
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30 Dezembro 2009
ELE ACEITA NOSSA ADMIRAÇÃO, MAS QUER NOSSA AMIZADE!
Há tempos em que os pais se satisfazem em que os filhos os admirem e falem deles como seres bons e heróicos...
Depois de um tempo, todavia, tal admiração só os gratificará se expressar-se como relação, amizade e convívio de qualidade.
O nosso Pai que está nos Céus aceita o tempo de nossa admiração por Ele em razão de Seu Heroísmo Divino, como o Deus Maior, como o Todo-Poderoso!...
Porém, depois de um tempo, Ele espera que nossa admiração se torne amor confiante, desejo de intimidade, amizade.
Ou seja: um viver/existir Nele!
Sim, e um viver de tal modo consciente de ser Nele que não haja mais necessidade de que Ele nos faça nada a mais [...]
Isto acontece apenas quando Ele mesmo torna-se nosso tesouro, herança, galardão e recompensa de existir.
O Todo-Poderoso quer apenas ser Pai e morar na casa/ser dos filhos que Nele também fazem seus ninhos [...] e que Nele têm todo o seu prazer!
Que como filho seja Esse o seu sonho hoje e todos os dias de sua vida! — tanto em relação ao Pai como em relação aos seus pais; hoje e sempre. Amém!
Nele, que apenas quer ser meu amigo,
Caio
26 de dezembro de 2009
Copacabana






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